ELO UNIVERSITÁRIO BRASIL

"Estabelecendo o ELO para alcançar estudantes PERDIDOS em todas as partes"

Posts de Junho 29th, 2008

Minha Visão sobre o Ministério Universitário

Publicado por elouniversitario em Junho 29, 2008

Tornei-me cristão aos 15 anos, em 1994, como resultado do evangelismo de um colega de escola. Cresci em meu relacionamento com Deus e poucos anos depois já assumia a direção do ministério de jovens na minha igreja. Estava indo bem, até entrar na Faculdade, em 1996. Como qualquer calouro cristão, meu desejo era compartilhar minha fé com todos os meus colegas de turma até o final do curso, estava encorajado e disposto a fazer isso, mas não tinha idéia do que me esperava na vida universitária.
Cercado de pessoas da minha idade, que tinham valores completamente diferentes dos meus, comecei a ser mais influenciado do que influenciava alguém. Comecei a questionar se eu realmente tinha a verdade absoluta sobre Deus, principalmente, ao ouvir a opinião dos meus professores sobre Ele. Fui bombardeado, como qualquer jovem universitário, cristão ou não cristão, com informações que me levavam a crer que o maior propósito dessa vida era ter prestígio e construir uma carreira invejável. Vi alguns amigos cristãos naufragarem na fé durante meus dois primeiros semestres de aula. Um ano após meu ingresso no curso de veterinária, já estava disposto a abandonar meu compromisso com Deus, ingressei na carreira científica, assumi liderança no Centro Acadêmico e, no meu segundo ano, caminhava para abandonar a minha fé em Cristo.
Foi quando conheci o Movimento Estudantil Alfa e Ômega, em 1998, e descobri que poderia haver pelo menos um ambiente seguro para cristãos dentro do campus universitário. À medida que comecei a me relacionar com outros estudantes cristãos na Universidade, minhas convicções retornavam ao meu coração. Voltei a crescer espiritualmente e, pela primeira vez, compartilhei minha fé com outros universitários. Com o apoio de missionários, iniciamos o Movimento em meu campus com 3 estudantes e, em alguns meses, recebíamos cerca de 60 universitários em nossa reunião semanal, a maioria novos convertidos ou cristão que, como eu, estavam perdendo-se na Universidade.
Estava experimentando, pela primeira vez, a vida abundante que Jesus nos prometeu. Comecei a participar de Congressos e pequenas viagens missionárias, organizados pelo Alfa e Ômega, e vi minha visão sobre a necessidade do campus Universitário aumentando a cada ano. Até que, em 2000, fui desafiado a investir pelo menos um ano de minha vida, em tempo integral, para ajudar na obra missionária no Brasil.Estava certo de que essa era a direção de Deus para minha vida e, em 2001, tranquei a faculdade em meu último ano de curso, para mudar para Porto Alegre e ajudar a iniciar um Movimento no Rio Grande do Sul. Chegamos lá em abril de 2001 (Leonardo e eu) e, através do contato com o Pastor Gérson Garros, fomos logo adotados pelos irmãos da Igreja Batista de Mont`Serrat.

O ministério que foi iniciado nas Universiades de Porto Alegre estendeu-se para outras 4 cidades do Rio Grande do Sul e o que era para ser um ano transformou-se em dois. Quando voltei a Fortaleza, em 2003, estava certo que o chamado que Deus tinha me feito para trabalhar com universitários era por mais anos do que eu pensava. 

Bom, compartilhei um resumo da minha história para ajudá-lo a entender a minha visão para esse ministério. O ambiente universitário continua sendo um lugar inóspito para a fé cristã, centenas de jovens que cresceram em igrejas evangélicas estão afastando-se de Deus ou tendo a sua fé destruída, todos os anos, pela influência exercida por seus colegas de turma e/ou professores ateus. Além disso, milhares de jovens universitários não cristãos ouvem, diariamente, dos seus professores, que um relacionamento pessoal com Deus é algo irreal e até destrutivo para suas vidas.

A nossa visão é remar contra essa onda devastadora e continuar ajudando a estabelecer Movimentos Espirituais dentro de nossos campi universitários em todo o Brasil. Criando ambientes seguros nas Faculdades onde estudantes cristãos possam desenvolver seu relacionamento com Deus e estudantes não cristãos possam ouvir sobre Jesus, de diversas formas e repetidas vezes, tendo muitas possibilidades de entregar suas vidas a Ele em seu tempo como universitários.

Por: Cleiton Fiuza

 

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Se um pouco de fermento leveda toda a massa… imagine, então, o impacto de centenas de vidas transformadas por Cristo!

Publicado por elouniversitario em Junho 29, 2008

Estava fazendo algumas pesquisas na internet sobre o que os Universitários pensam a respeito de Deus, cristianismo, fé e igrejas cristãs em nossos dias e deparei-me com um inusitado blog de um estudante (a essa altura, creio que deva estar formado) da Universidade Federal da Bahia.

 

Ele relata no blog:

“Perguntinha:-Onde está a maior quantidade de seres estranhos por metro quadrado?

Respostinha:-Na Universidade.

Explico:

Agorinha mesmo passaram por aqui, duas figuras raras. Uma (que queria ser) loira e uma morena. Queriam dar uma “palavrinha” (aspas em negrito) comigo. Sabe aquele papo de Testemunha de Jeová que chega em sua casa nos momentos mais inoportunos? Pois é.

Elas queriam conversar a respeito de um tal “Movimento Estudantil Alfa e Ômega”. Graças a Jah Rastafari, eu já estava vacinado e já sabia do que se tratava porque senão, devido à minha curiosidade, eu teria que ouvir horas de evangelização pra saber o que era aquilo.

Em resumo… Criada nos EUA (longos tentáculos imperialistas), ela pretende congregar, no seio do M.E., aqueles jovens (no caso das duas figuras, elas já foram jovens num passado remoto) que professam a fé cristã. Tudo bem. É válido. Mas eu não tenho saco.

A primeira coisa que passou pela minha cabeça quando ela perguntou se poderia falar sobre o tal do “M.E. Alfa e Ômega” foi desancar a falar sobre o materalismo, desconstruindo qualquer tipo de idealismo. Mas deixei pra lá. Eu discuto ciência. Fé não.

As figuras (provavelmente cariocas, pelo sotaque) viram que eu não estava muito a fim (apesar da máscara de bom moço educado) e se foram.

Agora, só falta imaginar na próxima eleição ou manifestação estudantil, a militância do Alfa e Ômega fazendo panfletagem com a bíblia embaixo do braço e lançando chapa em culto em praça pública.

Como dizem, o movimento estudantil é plural. Pluralíssimo.”

 

Esse trecho do blog data de 16 de janeiro de 2004… ocasião em que estivemos em Salvador, pela primeira vez, realizando um Projeto Missionário de 4 semanas na UFBA.

 

Com a curiosidade aflorada por essa leitura, continuei vasculhando seus escritos (ler, para mim, nunca foi um grande desafio) e encontrei algo que ele postou 13 dias após esse encontro com as jovens do Movimento Alfa e Ômega:

“Atravessando a rua, passo a mão pelos cabelos molhados. Lá vem um carro. E se eu fosse atropelado? Seria melhor, porque a dor física superaria a dor que sinto dentro de minha alma (?) agora. Prefiro a costela fraturada ao coração em frangalhos… Sozinho na multidão, desconhecia o propósito, o objetivo, o desiderato, a razão, a causa…”

 

Fiquei pensando sobre como esse rapaz é um belo exemplo da nossa realidade universitária… cercados pela ciência, eles recusam-se a debater sobre fé. Cercados pela dor, eles assumem que algo dentro deles é mais frágil do que pensam e até questionam-se sobre a existência de uma alma.

 

Talvez uma leitura isolada da postagem do dia 16 torne-se um espinho desmotivador para nós que, diariamente, teimamos em abordar pessoas em nossas Faculdades para falar-lhes de algo que, aparentemente, não lhes interessa nem um pouco. Entretanto, analisando cuidadosamente o segundo texto, vemos como esses universitários são por dentro, iguais a qualquer outro ser humano: cheios de dúvidas, de medos, de incertezas, especialmente sobre sua vida espiritual.

 

Diariamente e de forma contínua, eles ouvem sobre a inexistência de um Deus e sobre a ineficácia da fé cristã. Suas convicções são colocadas em “xeque” dentro do campo intelectual, onde qualquer manifestação de espiritualiade é observada com desprezo. Esses 4 milhões de jovens, espalhados em milhares de campi ao redor do nosso país, também precisam ouvir várias vezes, e de fontes confiáveis, acerca do amor e do perdão de Deus para que, então, possam experimentá-los em suas vidas.

 

Não sei como está a vida daquele rapaz hoje, mas sei que em um dia da sua história, Deus enviou duas cariocas, que O amam e que dedicaram suas férias para serví-lO em uma outra cidade, para falar-lhe a respeito da salvação em Jesus Cristo. Provavelmente, por não conhecer o suficiente sobre aquelas jovens (nem sobre o Movimento Alfa e Ômega) para dar-lhes algum crédito, ele recusou-se a ouví-las, mesmo tendo um emaranhado de perguntas sem respostas a respetio de sua vida espiritual arraigadas ao seu coração.

 

Como somos seres humanos, temos direito a escolhas… e, por motivos pessoais, ele escolheu não ouvir. Entretanto, entendo que o impacto do encontro com essas duas cristãs, dispostas a testemunhar sobre sua fé em pleno campus Universitário, foi marcante para sua vida. Tanto que mereceu uma citação especial em seu blog. Entendo também que esse encontro levou-o a pensar em Deus, nem que só por um breve momento.

Precisamos URGENTEMENTE de Movimentos Espirituais em todas as partes, para que cada universitário POSSA TER a oportunidade de conhecer BEM alguém que verdadeiramente segue a Cristo.

Por: Cleiton Fiuza

 

 

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