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Posts de Julho 22nd, 2008

Legalismo X Libertinagem – Um olhar cuidadoso na carta de Paulo aos Gálatas

Publicado por elouniversitario em Julho 22, 2008

Atualmente, escritores cristãos têm dedicado uma parte do seu tempo na composição de livros que abordam as doutrinas presentes em nosso meio evangélico, tateando entre diferentes grupos denominacionais, eles tentam encontrar um limite seguro e verdadeiro entre os diversos princípios religiosos, que vagão desde o extremo legalismo à libertinagem mais avançada.

 

Asseguro-lhes que não é uma tarefa fácil penetrar no mundo doutrinário das Igrejas, mas é algo que necessita ser feito para que possamos ter um referencial bíblico a respeito de como devemos viver.

 

O Legalismo, ou melhor, a doutrina baseada nas leis e ordenanças bíblicas é a forma mais presente em nossas Igrejas tradicionais. Os ensinos praticados por este grupo cristão são, em parte, vindos de uma herança católica medieval, sendo remodelados pelos heróis da fé que estabeleceram a Igreja Protestante.

 

Com o desejo de parecer-se com a imagem formada dos primeiros cristãos, os legalistas desenvolveram, ao longo dos anos, uma série de conceitos doutrinários para que os membros de sua igreja possam viver um exemplo fiel de um discípulo de Jesus. Mas, ao contrário do que possamos imaginar, este não é um problema moderno, ele vem sendo enfrentado desde o início do cristianismo.

 

Um estudo mais dedicado à carta que o Apóstolo Paulo escreveu aos Gálatas revela uma crise existente nesta Igreja devido ao extremo legalismo adotado pelos seus líderes.  Crendo que a obediência à Lei misturada com a fé é necessária a salvação e que o crente é aperfeiçoado guardando a Lei, eles foram chamados de insensatos pelo próprio Paulo.

 

“O gálatas insensatos! Quem os enfeitiçou? Não foi diante de seus olhos que Jesus cristo foi exposto como crucificado? Gostaria de saber apenas uma coisa: foi pela prática da lei que vocês receberam o Espírito, ou pela fé naquilo que ouviram? Será que vocês são tão insensatos que, começando pelo Espírito, querem agora se aperfeiçoar pelo esforço próprio?” (Gl 3:1-3 NVI)

 

Não entendam com isto que é errado guardar a lei e que fomos liberados para pecar. O que eu estou querendo dizer é que a nossa salvação não depende de cumprirmos estas ordenanças, esta doutrina é falha. É impossível a qualquer pessoa viver sem transgredir ao menos um dos mandamentos bíblicos. Paulo deixa isto claro nos versículo 9 e 10 deste mesmo capítulo:

 

“Assim, os que são da fé são abençoados juntamente com Abraão, homem de fé. Já os que são pela prática da lei estão debaixo de maldição, pois está escrito: ‘Maldito todo aquele que não persiste em praticar todas as coisas escritas no livro da Lei’” (Gl 3:9-10)

 

Infelizmente, o que a nossa realidade mostra são milhares de cristãos tentando viver o legalismo tal como os gálatas tentaram. O perigo desta prática é que qualquer pessoa que tentar segui-la frustrar-se-á algum dia, os mais fortes conseguirão renovar as suas forças e continuar, mas os mais fracos, provavelmente, cairão.

 

Práticas estas que medem a santidade de uma pessoa pelo cumprimento do seu cabelo, pelo tamanho da sua roupa, pelos dons que ela possui, pela forma com que ela ora ou pelo jeito com ela fala, fazendo com que alguns grupos cristãos transformem-se em construtoras de sepulcros caiados.

 

Aqui, quero ressaltar que não estou me referindo a nenhuma denominação, mas a algumas doutrinas específicas. Amados, nunca esqueçam que Deus está olhando para o nosso interior, para a nossa alma, o que vestimos ou falamos será apenas um reflexo da vida íntima que tivermos com o nosso Senhor.

 

“Foi para liberdade que Cristo nos libertou. Portanto, permaneçam firmes e não se deixem submeter novamente a um jugo de escravidão… Vocês, que procuram ser justificados pela lei, separaram-se de Cristo; caíram da graça… Tal persuasão não provém daquele que os chama.” (Gl 5:1,4,8 NVI)

 

Neste ponto, eu os desafio a iniciarem uma leitura detalhada do livro de Gálatas. Orando para que o Espírito Santo possa direcioná-lo neste estudo e falar com você.

 

Atravessando o vasto caminho que separa estes duas doutrinas, chegamos ao liberalismo, ou seja, a graça de Deus me salvou e me concede liberdade para fazer tudo aquilo o que eu desejar, não deve prestar contas a nenhuma outra pessoa além do meu Senhor.

 

Talvez você não se julgue um cristão liberal, porque esta prática está tão incutida em nosso meio que o liberalismo, muitas vezes, transforma-se em sinônimo de normal. Por isto, eu me preocupo em dobro ao debater este assunto.

 

Continuando no livro de Gálatas, o mesmo que nos libera do regime da lei, nós encontramos algo que eu chamo de “muralhas protetoras” para a vida cristã:

 

“Irmãos, vocês foram chamados para a liberdade. Mas não usem a liberdade para dar ocasião a vontade da carne; pelo contrário, sirvam uns aos outros mediante o amor.” (Gl 5:13 NVI) E ainda complementa para aqueles que estiverem em dúvida sobre quais são as obras da carne: “Ora, as obras da carne são manifestas: imoralidade sexual, impureza e lascívia; idolatria e feitiçaria; ódio, discórdia, ciúmes, ira, egoísmo, dissensões, facções e inveja; embriaguez, orgias e coisas semelhantes. Eu os advirto, que os que praticam estas coisas não herdarão o Reino de Deus.” (Gl 5:19-21 NVI)

 

Agora você deve ter dado um nó na cabeça, se Paulo acabou de afirmar que a nossa salvação não depende das obras, porque ele mesmo afirma que os que praticam as obras da carne não herdarão o Reino de Deus? Bom, é possível imaginarmos um cristão vivendo na prática destas coisas? Sinceramente, não. Paulo está referindo-se a não-crentes, pessoas que conviviam com os gálatas diariamente e que poderiam influenciá-los nestas práticas a partir do momento em que eles parecem de depender da lei.

 

Isto é o que vem acontecendo em muitas de nossas Igrejas, uma vez livres da lei estamos abrindo as portas para uma enxurrada de novas práticas libertinas inspiradas em costumes daqueles que nos cercam. Muitas vezes, trazemos conosco uma séria de conceitos mundanos, que foram incutidos em nossa mente ao longo da nossa vida secular.

 

Sendo mais específico, podemos citar uma vasta lista destas práticas e onde elas se encaixariam na descrição de Gálatas 5:19- Porque ouvirmos a música dita “secular”, quando temos tantas opções no nosso meio cristão? Será que elas nos edificam mais ou nos fazem relaxar? Por que imitarmos a moda do mundo e nos tornarmos iguais, se nós paramos de avaliar até que ponto isto influencia a nossa vida? Será que isto não passa de uma auto massagem em nosso ego? Por que freqüentarmos lugares onde os vícios (como a bebida, o cigarro e as drogas) e a imoralidade sexual estão presentes, usando o fato de Jesus ter freqüentado lugares assim como desculpa, se o nosso verdadeiro propósito está muito longe do que Ele tinha? Será que realmente podemos “imitar as coisas do mundo” usando a desculpa de que o fim desta atitude é o resgate de almas?

 

    A resposta de todas estas perguntas é NÃO! Quando analisamos um texto presente na carta que Paulo escreveu aos Coríntios:

 

“Não é boa a vossa jactância. Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa? Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade. Já por carta vos tenho escrito, que não vos associeis com os que se prostituem; isto não quer dizer absolutamente com os devassos deste mundo, ou com os avarentos, ou com os roubadores, ou com os idólatras; porque então vos seria necessário sair do mundo. Mas agora vos escrevi que não vos associeis com aquele que, dizendo-se irmão, for devasso, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com o tal nem ainda comais.” (1 Coríntios 5:9-11), 

 

Vemos Paulo advertindo a Igreja de Corinto sobre isto. Alguém na Igreja, que estava sendo tido como irmão, havia caído em pecado e toda a Igreja estava tratando isto normalmente, ou seja, aceitando o pecado no meio do corpo de Cristo, como algo corriqueiro.  A atitude de Paulo nos mostra claramente que ele próprio condenava o que a Igreja estava fazendo.

 

Que pena que nós temos aceitado tantos “erros” no meio da nossa igreja, e temos considerado todas estas coisas “normais”, exatamente como fez a Igreja em Corinto. O nosso erro, foi deixar que pequenas porções de fermento tenham se tornado constantes entre nós, levedando a massa da igreja moderna.

 

Conceitos, como “temos que nos adaptar a culturas e aceitá-las como normais”, de que “uma vez que todas as coisas foram criadas por Deus poderemos usar o que quisermos”,  “a maldade está na mente das pessoas e não nas atitudes”, ou ainda, “Se o meu irmão se escandaliza, ele está pecando e não eu”, têm penetrado no meio das Igrejas cristãs e cauterizado a mente dos nossos líderes. Como conseqüência disto, a disseminação destes ensinos vem acontecendo através das gerações de novos cristãos, fazendo com que o verdadeiro cristianismo vem sendo deixado de lado.

 

 Creio, no entanto, que chegou a hora de mudarmos, reavaliar nossos conceitos e padrões e colocá-los a luz da Bíblia, não a luz da nossa ou de qualquer outra cultura. Não temos que aceitar nada que nos for repassado apenas porque todo mundo está aceitando sem antes termos consciência do que a bíblia fala sobre estes assuntos.

 

Em uma abordagem resumida, vemos o liberalismo destruindo o verdadeiro caráter da nossa vida cristã, o principio de sermos sal e luz, o desafio de termos sido chamados para vivermos em diferença e fazendo diferença.

 

Vamos lembrar que a palavra cristão significa “pequeno Cristo” e vamos pedir que o Espírito Santo de Deus nos conduza de volta ao verdadeiro cristianismo, sem farisaísmo ou libertinagem, para honra e glória do Seu nome. Vamos reavaliar nossas vidas, o que temos feito, em quem temos acreditado, o que temos repassado para os outros e buscarmos o direcionamento bíblico para cada um de nós.

 

Juntos, nós podemos mudar.

 

Por: Cleiton Fiuza

 

 

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Igrejas em Crise…

Publicado por elouniversitario em Julho 22, 2008

 

Fazendo uma breve análise da nossa igreja moderna como um grupo no total, uma lista de pontos negativos rapidamente surge diante dos nossos olhos. Atualmente, é quase impossível contabilizar-se o número de denominações cristãs evangélicas, porque elas continuam surgindo a cada dia em vários lugares do mundo. Com um nome diferenciado, seus próprios costumes, doutrinas específicas, maneiras diferentes de interpretar textos bíblicos , estes grupos aparecem de um momento para o outro e ganham respeito no meio do corpo de Cristo.

 

         Isto vem causando uma grande confusão no meio cristão. É cada vez mais difícil saber se estas novas denominações são formadas por verdadeiros cristãos ou não, se podemos indicar algumas destas igrejas como lugares seguros para novos convertidos, se o que eles realmente pregam é Jesus como Salvador e Senhor através da Bíblia ou se apenas disseminam uma nova doutrina repleta de “pode” e “não pode”. 

 

Observando um pouco mais estas novas denominações, percebemos que a maioria de seus membros veio de uma ou de várias outras igrejas evangélicas tradicionais em que, por alguma razão, não estavam satisfeitos. Estes novos grupos são, não na sua totalidade, frutos da discordância de antigas lideranças, da divisão de um grupo que existia antes ou, simplesmente, da mente de algum grupo “revolucionário cristão” que está buscando voltar aos moldes da igreja primitiva. Concordando comigo ou não, esta deve ser uma forte razão para que a igreja cristã (formada por verdadeiros cristãos e não por templos ou nomes) deva mobilizar-se em busca de uma solução para este problema, antes que sejamos comparados ao catolicismo romano antes da reforma luterana.

 

         Qual a razão de tudo isto estar acontecendo? A igreja tem sido relapsa e conivente com esta onda “neo-doutrinária”, e muitos de nós crêem erroneamente que a partir do momento em que um grupo começar a pregar Jesus Cristo como único Salvador pode ser considerado como igreja cristã, e não levamos em consideração o que é pregado em complemento a isto, tornando-nos omissos em relação à vida das pessoas que se unem a eles. Na verdade, corremos o risco de termos aceito várias seitas como igrejas cristãs.

 

Quando Jesus nos alertou sobre a Sua Segunda vinda e sobre o final dos tempos, Ele nos disse: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (Mt 24:10-11 NVI). Provavelmente, estamos vendo o cumprimento destas profecias em nossos dias.

        

Estes novos grupos possuem uma grande determinação para pregar e discipular e estão, diariamente, evangelizando em seus campos de atuação. Seriam grandes pregadores modernos, se não cressem que o batismo é essencial à salvação, que a confissão de pecados ao seu discipulador é necessária para que sejam perdoados e que os seus líderes devem decidir todas as coisas que eles devem fazer, inclusive com quem devem casar ou onde devem investir os seus salários. Ou ainda, pregando uma liberdade excessiva ou uma volta ao legalismo farisaico. 

 

Pregam que, por sermos filhos de Deus, temos direito de cobrar dEle todas as promessas encontradas na Bíblia e que Ele tem o dever de nos conceder tudo aquilo que requerermos. Que não podemos adoecer, nem sequer pensar em nos tornarmos pobres, porque isto seria uma demonstração da falta de nossa fé. Passam imagens distorcidas de Deus, ou moldado na figura de um criador ausente e descompromissado ou na de um carrasco pronto para castigar-nos quando falharmos.

 

Estes grupos vêm causando um grande rombo no meio cristão, pois as pessoas que se envolvem com eles, geralmente, afastam-se de Deus decepcionadas com Ele.

 

         É sempre muito fácil delegarmos a responsabilidade a alguém e nos colocarmos fora da situação. Se ninguém faz nada em relação a isto, por que eu deveria fazer? Se ninguém se preocupa, por que eu deveria me preocupar? Se ninguém fala sobre isto, por que eu deveria falar?

 

Por: Cleiton Fiuza

 

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Escolhendo boas pessoas e mantendo relacionamentos saudáveis

Publicado por elouniversitario em Julho 22, 2008

Depois de 20 anos na profissão de ajudar pessoas, acabei por entender uma coisa: nós mesmos causamos a maior parte da dor que sentimos por causa das pessoas que escolhemos. Em todo o tipo de questões clínicas com as quais os psicologistas lidam, relacionamentos estão ligados de alguma maneira com o quadro geral das pessoas que estão passando por dificuldades. Considere estas perguntas:

 

Você está experimentando os mesmos problemas ou sentimentos que você experimentou em um relacionamento anterior?

 

Você descobre que você continuamente escolhe as pessoas por quem se apaixonar ou se torna amigo íntimo de alguém que te magoou de alguma maneira?

 

Você se pega perguntado se existem alguém “bom” por aí?

 

Você passa freqüentemente por períodos de tumulto emocional como resultado de escolher alguém que não era tão bom pra você?

 

“Como eu me meti nessa?” é uma pergunta que você se faz freqüentemente?

 

Muitas pessoas podem se identificar com esses sentimentos. Seus relacionamentos têm deixado a desejar de algum modo, levando-as a se perguntarem por que estão na situação em que estão. Imaginam o que estão fazendo de errado, por que “merecem” ser tratados de tal maneira e se alguma vez poderá ser diferente.

 

A verdade é que escolhas pobres de relacionamento trazem em si o problema, mas podem ser mudadas com um pouco de trabalho. A maioria das pessoas se encontra em relacionamentos ruins um após o outro e não param para analisar porque estão fazendo essas escolhas. Elas simplesmente partem do princípio que não têm sorte, muitas vezes não considerando que deve haver uma maneira melhor de fazer escolhas sobre relacionamentos.

 

Antes de falarmos sobre escolha, porém, vamos examinar as escolhas dolorosas que as pessoas fazem. O que torna uma escolha pobre? Em uma palavra—caráter. A qualidade da composição física e moral de alguém determina se serão bons ou não em um relacionamento. Somos atraídos pelo exterior de alguém: sua aparência, seu status, sua inteligência, suas conquistas. Mas, experimentamos o que vai no interior deste alguém: seu caráter. A composição física e moral do caráter de uma pessoa determina como ela se sairá em um relacionamento. Se elas não têm a habilidade de fazer certas coisas que exigem um bom caráter, então não serão capazes de se saírem bem em um relacionamento.

 

Ao trabalhar com muitas pessoas por anos, descobri que problemas de relacionamento acontecem quando um ou os dois participantes são incapazes de suprir as exigências reais de um relacionamento. Geralmente isto acontece porque estas pessoas são emocionalmente subdesenvolvidas em certas áreas. E o resultado é muita dor causada por necessidades básicas não supridas.

 

No resto deste artigo, vamos examinar quatro princípios que vão ajudar você a escolher a pessoa certa, a ser a pessoa certa e a desenvolver relacionamentos saudáveis.

 

Conexão

 

Um relacionamento tem a ver primeiro e antes de tudo com conexão emocional. Nossas ligações com outros são chamadas de “laços” e são criadas e mantidas pela habilidade de alguém compartilhar e conectar ao nível do coração, com todas as vulnerabilidades emocionais e sentimentos frágeis. Muitas pessoas podem se relacionar em um nível superficial e social. Mas em um relacionamento duradouro de qualquer tipo, se torna progressivamente importante para você ser capaz de conectar seu coração com o de alguém e cuidar para que seu coração esteja seguro. Ao avaliar as pessoas para as quais você irá abrir o seu coração, seja cuidadoso em ver se elas podem responder com responsabilidade a sua vulnerabilidade e sentimentos e também se podem abrir o coração delas com você. É assim que os laços são construídos e mantidos. Considere as perguntas:

 

Estas pessoas podem ouvir e se identificar com seus sentimentos e vulnerabilidades?

 

Elas são capazes de compartilhar no nível emocional?

 

Depois de gastar um tempo com elas você sai dali sentindo que se conectou, ou você se sente sozinho no relacionamento?

 

Existe um alto nível de certeza de que seu laço estará protegido?

 

Limites

 

Outro aspecto importante de um relacionamento é que cada um respeite os limites pessoais do outro. Um limite é uma linha de propriedade que define onde você termina e onde o outro alguém começa. Bons relacionamentos têm um alto grau de respeito por cada pessoa respeitar a outra “pessoa”.

Uma maneira de perceber se alguém respeita os seus limites é saber se você se sente livre para estar no controle de sua própria pessoa, ou se você se sente invadido ou controlado pela outra pessoa. Uma pessoa saudável vai respeitar os seus desejos de estar no controle de si mesmo e sobre o que você quer fazer e que não quer. Elas se tornam irracionais quando você se recusa a fazer alguma coisa? Elas permitem que você se afaste delas e tenha seu próprio espaço? Elas vêem você como uma extensão delas mesmas, de alguma maneira, e sentem que têm o direito de controlar você e de fazer o que quiserem com você? Considere as seguintes perguntas:

 

Elas te pressionam a estar passando muito do seu tempo com elas ou você pode dizer “não” aos seus desejos e ainda assim ser aceito?

 

Estas pessoas te pressionam em alguma área, como na área física, num relacionamento de namoro?

 

Elas podem ouvir e respeitar o seu “não” quando te pressionam a ir além do que você quer ir?

 

Estas pessoas te dão liberdade de ter opiniões diferentes, valores e desejos do que elas têm? Ou você sente que de alguma maneira você deve ser um “clone” do que elas querem que você seja?

 

Você sente que suas escolhas são respeitadas? Ou você acha que existe somente uma “vontade própria” no relacionamento? Ou é da maneira que o outro quer ou nada feito?

 

Perfeccionismo

 

Outra área importante é como as imperfeições de cada parceiro são lidadas no relacionamento. Neste mundo, nós não seremos perfeitos, ou encontraremos alguém perfeito para amar. Como cada pessoa irá lidar com as imperfeições em um relacionamento?

 

Você já esteve em um relacionamento em que alguém se pressiona para ser “ideal”? O que sobra deste tipo de relacionamento pode ser na melhor das hipóteses difícil, e na pior das hipóteses desastroso. Você sente que não está OK ser você mesmo, ser real com suas falhas e imperfeições, e cometer erros?

 

Em relacionamentos de namoro, perfeccionismo pode ser demonstrado na pressão de parecer ou agir de uma certa maneira para que o seu parceiro fique feliz com você. Nas amizades, pode ser a pressão de não cometer erros ou de não decepcioná-los. Nos relacionamentos entre pais e filhos, pode ser querer ser o filho “troféu”, fazendo os pais felizes ao viverem expectativas irreais.

 

Pense sobre estas perguntas:

 

Está OK com o seu parceiro se você é “menos do que ideal?” O que acontece quando você ganha alguns quilinhos ou não tem a aparência que seu parceiro quer que você tenha? Ou se você não tem tanto sucesso quanto um parceiro “ideal” deveria ter?

                                     

Quando você comete um erro, você sente liberdade de confessar que você falhou?

 

Você se sente livre para ser totalmente você mesmo com seu parceiro? Você pode revelar as suas falhas e partes de você mesmo que não são tão boas?

 

Existem “pressões de imagens” no relacionamento? Você se sente pressionado a aparentar algo que você não é, e simplesmente gostaria de ser você mesmo?

 

Igualdade

 

A última qualidade que iremos ver é a habilidade de pessoas queridas verem você como um igual no relacionamento. Relacionamentos difíceis freqüentemente têm uma dinâmica chamada “pra cima/pra baixo”. Um dos parceiros sempre tem que ser o chefe no relacionamento, e se auto-designa “pai ou mãe”. Eles se relacionam com o outro antes de tudo nos termos de “deve”, dizendo a eles o que devem ou não fazer. Isso funciona bem para uma criança e seu pai ou mãe, mas nas amizades entre adultos, namoros e casamentos, fracassa se um dos parceiros não é visto como digno de respeito.

 

Resumindo, isto tem a ver com ser dominado. Relacionamentos dominados são muito imaturos, e levam a uma atrofia do crescimento emocional em ambas as pessoas. Esses relacionamentos podem ser confortáveis, mas são geralmente miseráveis e extremamente limitados. E estar sobre o controle de outra pessoa não leva à intimidade. Quando avaliando se seu relacionamento tem problemas de igualdade, considere estas perguntas:

 

Você sente que a outra pessoa sempre tem que estar em uma posição superior?

 

Você freqüentemente se sente como uma criança ao redor dessas pessoas?

 

Você se sente dominado ou humilhado, mesmo que de uma maneira gentil?

 

Existe uma característica julgadora no seu relacionamento?

 

Estas características ajudam os relacionamentos a durarem e a crescerem. Não importa quão atraente alguém é, ou quanto gostamos das pessoas, se elas têm os problemas de caráter que acabamos de ver, você está procurando por confusão. Ao escolher seu próximo relacionamento significativo, considere essas características pessoais tão cuidadosamente enquanto você olha para qualquer outra coisa que te atrai a pessoa.

 

O Problema

 

Seria tão bom identificar estas questões e ficar bem longe destas pessoas problemas, mas nenhuns de nós têm certeza de como uma pessoa irá reagir em certas situações. Hoje elas podem parecer como uma pessoa que tem um saudável respeito pelos limites, mas daqui a seis meses podem estar tomando todo o seu tempo e atenção. Nenhuns de nós podem avaliar o outro perfeitamente. Mas podemos nos aperfeiçoar nisto!

 

A maneira pela qual nós aprendemos a encontrar pessoas com as quais podemos ter um relacionamento saudável não está baseada totalmente no conhecimento. A maior parte da solução tem a ver com o nosso próprio caráter. Para escolher pessoas de bom caráter, temos que primeiro nos tornar uma pessoa de caráter saudável. Para encontrar alguém com quem podemos conectar, temos que nos conectar. Para nos relacionarmos com alguém com bons limites, temos que ter os nossos próprios bons limites. Para estar com alguém que é real, temos que deixar pra trás nosso próprio perfeccionismo.

 

O processo no qual fazemos os ajustes necessários no nosso caráter é chamado de crescimento espiritual. Enquanto crescemos interiormente para nos transformarmos na pessoa para a qual fomos criados pra ser, descobrimos que temos um caráter melhor e melhor, e como resultado, fazemos melhores escolhas nos relacionamentos significativos. Isto requer trabalho nas nossas vidas espirituais e no nosso modo de ser, e isso não é um processo fácil. Mas para aqueles que aceitaram este desafio, descobriram que esse trabalho vale a pena o esforço.

 

Então, mãos a obra. Encontre uma boa comunidade onde você possa aprender como crescer na sua habilidade de se conectar, esteja livre do controle dos outros, seja real e seja igual. Desenvolva sua vida espiritual nesta comunidade enquanto você aprende a se relacionar com Deus e com os outros de uma maneira profunda. As recompensas para toda a vida irão surpreender você.

 

Adaptado do livro Mudanças que Curam (“Changes That Heal”) por  Dr.Henry Cloud, Publicações Zondervan, e do livro Relacionamentos Saudáveis (“Safe People”) por Dr.Henry Cloud e Dr.John Townsend, Editora Vida. Copyright © 1996, Henry Cloud, Ph.D.

 

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É possível o Cristianismo ser “verdade para você, mas não para mim”?

Publicado por elouniversitario em Julho 22, 2008

Um dia, não há muito tempo, eu estava conversando com um estudante no campus sobre Cristianismo. Ele era esperto, inteligente e eu poderia dizer que ele era perito em ciência e filosofia.

 

“Cristianismo é bom para VOCÊ”, ele disse, “mas não é certo pra mim. Eu acho que você deve acreditar em qualquer coisa que te faça feliz e te dê paz”.

 

“Bem, você pode estar certo sobre isto”, eu disse. “Eu não estou aqui para colocar minhas opiniões na sua cabeça. Deixe-me mostrar-lhe algumas idéias e veja o que você pensa a respeito delas. Há dois tipos de verdade”, eu disse. “Há opinião, ou preferência, tipo ‘ eu gosto de sorvete de chocolate.’ Algumas pessoas gostam de chocolate. Algumas gostam de baunilha. Algumas são melhores em contabilidade, outras em espanhol.

 

“No entanto, existe outro tipo de verdade, a verdade científica. Por exemplo, a gravidade existe quer você acredite nisto ou não. Antes da gravidade ser descoberta, maçãs já caíam no solo, certo”?

 

“Certo,” ele concordou.

 

“Agora a maioria das pessoas acham que religião é a mesma coisa que opinião”, eu continuei, “como um sabor de sorvete favorito. Mas a Bíblia indica que a verdade espiritual é como a LEI DA GRAVIDADE. É verdade quer você acredite ou não”.

 

“Agora, a questão de a Bíblia ser verdade ou não, é outro problema”, eu disse. “Mas a idéia é esta: a Bíblia diz que nossos pecados nos separaram de Deus, e o único caminho para resolver este problema é através de Jesus Cristo.

 

“Você pode acreditar em qualquer coisa que queira”, eu disse. “Eu não estou aqui para forçar você a acreditar em mim… Mas se você estiver certo e eu errado, eu não estou perdendo nada. Quando eu morrer, eu simplesmente voltarei ao pó. Se eu estiver certo e você errado, você desperdiçaria a eternidade separado de Deus. Não vale a pena pelo menos parar para pensar nisso?

 

Eu disse isso e o fiz pensar.

 

A maioria das pessoas acha que a idéia do Cristianismo ser o único caminho para o céu é repugnante.  E eu não as culpo. Soa arrogante. E pra falar a verdade, alguns cristãos são arrogantes mesmo. Mas eu acho, que na maioria das vezes, o que essas pessoas “desligadas” acham é um simples mal entendido. Quando Jesus disse, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, Ele não estava se gabando e dizendo, “Eu sou o melhor. E Eu só levarei para o céu quem seguir minha vontade”.

 

Ao contrário, como estava dizendo, “há só um caminho para atravessar o Grande Quênia. Você não pode atravessar pulando, andando ou dirigindo. Você tem que pegar um helicóptero”. A natureza do problema significa que há uma única solução.

 

Nossos pecados tornaram impossível o alcance a Deus. Se nós estamos tentando ganhar a aceitação de Deus por nossa vida “reta”, não vamos a lugar algum. Se nós estamos tentando ser religiosos para alcançar a Deus, também não vamos a lugar algum. No entanto, Deus pode nos alcançar. Jesus Cristo veio, então podemos ser perdoados, podemos ter um relacionamento com Ele. Nós podemos tentar alcançar Deus por boas obras ou esforços religiosos, mas Jesus disse que isso não adiantaria.

 

Jesus não só disse, “Ninguém vem ao Pai a não ser por Mim”, como também disse, “Todo aquele que ouvir minha palavra e acreditar em quem Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado; pois passou da morte para a vida” Agora, se houve outros homens, que estavam com Deus, eu acho que haveria outros caminhos para o céu! Mas Jesus é a única pessoa na história, que eu saiba, que se encaixa às exigências.

 

Por: Mark Hansard

 

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