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Posts de Agosto, 2008

Sauditas usam livros didáticos que incitam o ódio a cristãos

Publicado por elouniversitario em Agosto 5, 2008

Lugar de criança é na escola, mas o problema é quando a escola deixa de ser a fonte do desenvolvimento social e se torna o lugar em que ela aprende a ser intolerante, como acontece na Arábia Saudita. Segundo um estudo recém-publicado nos Estados Unidos, os livros didáticos oficiais do país, distribuídos pelo Ministério da Educação, ensinam as crianças a odiar todos os que pertencem a outras religiões, sendo incentivada até mesmo a atitude violenta.

 

As lições encontradas nos livros didáticos do país, que permeiam todo o ensino médio, incluem negação do cristianismo e judaísmo, proibição de amar pessoas de outras religiões, listas de defeitos inerentes dos judeus, e muitas outras aulas radicais.

 

“Desde a primeira série, os livros tratam da condenação a cristãos e judeus, na terceira série trata do ódio aos inimigos, e vai ficando mais violento a cada ano, até o fim do ensino médio, quando os livros ensinam que a jihad para lutar contra os infiéis é autorizada para espalhar a fé” explicou Nina Shea, coordenadora do estudo “Currículo de Intolerância da Arábia Saudita”, lançado pelo o Centro para Liberdade Religiosa do Instituto Hudson.

 

Segundo ela, o estudo analisou todos os livros didáticos publicados pelo Ministério saudita da Educação. “Este tipo de ensinamento forma a base de todo o currículo escolar das crianças sauditas. Não é uma aula de religião, é parte de tudo o que as crianças aprendem”, disse.

 

Fonte: G1.

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A Sociedade Bíblica da Palestina sofre novas ameaças de militantes islâmicos.

Publicado por elouniversitario em Agosto 5, 2008

ISRAEL E PALESTINA – A Sociedade Bíblica da Palestina está pedindo orações após ter sido ameaçada de um ataque à bomba em sua Livraria da Bíblia, em Gaza, e da possibilidade de perda de todos os direitos legais de presença em Territórios Palestinos.

 

Na semana passada (final de julho de 2008), o co-proprietário do prédio onde a livraria está localizada exigiu que a Sociedade Bíblica saísse daquelas instalações. Ele afirma que recebeu uma ameaça de um militante islâmico em Gaza de explodir o prédio se a loja permanecesse ali.

 

Ele também está levando a Sociedade Bíblica ao tribunal para pedir que sejam tiradas dela tanto a condição de proprietária da livraria como a condição legal de continuar presente em Territórios Palestinos.

 

Na última sexta-feira (25 de julho), um militante islâmico foi morto na cidade de Gaza quando colocava uma bomba junto à porta de um café de internet, cujo proprietário era cristão.

 

Recado da SBB

 

Em uma declaração, a Sociedade Bíblica convida os cristãos de todo o mundo a “levarem a família cristã em Gaza diante de Deus em oração para que eles continuem fortes e fiéis frente à perseguição.”

 

As ameaças surgidas na semana passada vêm após uma seqüência de eventos trágicos. Em outubro do ano passado, o gerente da loja da Sociedade Bíblica em Gaza, Rami Ayyad, foi seqüestrado e morto. Desde essa data a loja permaneceu fechada. Em abril de 2007, a livraria foi um dos três alvos de ataque à bomba na cidade de Gaza.

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Estados Unidos – Crise norte-americana faz um ano e abala ‘modo de vida americano’

Publicado por elouniversitario em Agosto 4, 2008

Para o norte-americano “médio”, o ideal de vida se traduz em uma casa no subúrbio, um carro utilitário, fazer compras no shopping e viajar nas férias. Mas o sonho americano anda abalado: a maior economia do mundo enfrenta hoje sua maior crise desde a Grande Depressão que se seguiu à quebra da bolsa de Nova York, em 1929.

 

A data exata de aniversário da crise é controversa. Mas muitos economistas apontam seu “nascimento” em agosto de 2007, mês em que o banco francês BNP Paribas congelou os resgates de três fundos ligados ao mercado de subprime dos Estados Unidos e em que três grandes instituições de crédito norte-americanas quase foram à lona. Antes disso, dizem especialistas, a crise estava em “gestação”.

 

“Hoje existe nos EUA uma grande insatisfação com a situação econômica no país. Mais de 80% dos americanos estão infelizes com a atual situação econômica do país. A crise tem atingido a população americana de forma bastante grave”, afirma Eliana Cardoso, professora da Fundação Getulio Vargas e ex-professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Ironicamente, a crise teve como estopim o representante maior desse sonho: a casa própria. Com o incentivo do crédito abundante, milhões de americanos tomaram empréstimos para comprar seus imóveis. A alta procura levou à valorização dos bens e à formação de uma bolha imobiliária.

Como toda bolha, ela estourou. O resultado é que, para uma parcela considerável da população, o sonho desmoronou: a casa foi tomada pelo banco, o carro beberrão está parado, as compras, minguando. E o “golpe de misericórdia” é que não dá mais nem para afogar as mágoas: a típica cerveja americana, a Budweiser, agora é belgo-brasileira.

 

No princípio, era o crédito

 

Até 2005, no embalo do bom momento da economia mundial, milhões de norte-americano compraram imóveis com até 90% do valor financiado. Outros tantos hipotecaram os imóveis de que eram donos, usando os recursos para o consumo e movimentando a roda da economia do país.

O problema chegou na hora de pagar a conta. Segundo o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, grande parte desses créditos concedidos eram “ninja” – sigla em inglês para “sem renda, sem emprego, sem bens” –, e o calote foi inevitável.

 

Os preços dos imóveis, que em alguns casos tinham triplicado de valor, desabaram, trazendo ainda mais prejuízos. Muita gente terminou com uma dívida maior do que o valor da casa que possuía.

 

Hegemonia comprometida

 

O saldo da crise até agora é de quase US$ 400 bilhões de perdas aos bancos; 2,8 milhões americanos com risco de perderem suas casas; seis grandes empresas de crédito com falência pedida; quase 900 instituições financeiras de pequeno e médio porte comprometidas.

A conseqüência que mais preocupa, no entanto, é a desaceleração do crescimento da economia, e a perspectiva de que os EUA possam estar entrando em recessão. Nesta semana, o Departamento de Comércio do país revisou os dados do PIB do último trimestre de 2007 para um recuo de 0,2%, o primeiro desde 2001.

As avaliações sobre a duração da crise variam, mas é consenso que ela não chegará ao fim no futuro próximo. “Acredita-se que este ano vai ser de crescimento muito modesto. Temos dois anos pela frente até que efeitos dessa crise sejam absorvidos e economia volte a mostrar seu vigor habitual”, diz Eliana Cardoso.

Belluzzo é bem menos otimista: “Os bancos agora estão tentando prolongar o período em que eles vão apresentando as perdas. Se eles fossem escriturar essas perdas de uma vez só, seria uma catástrofe que nem mesmo a intervenção do Fed conseguiria segurar. Isso prenuncia mais 20 anos de instabilidade.” 

Se continuar nesse ritmo, a hegemonia econômica do país está ameaçada. A China cresce a taxas de dois dígitos anuais – e já há previsões de que o PIB do país asiático supere o norte-americano em duas décadas. “A perspectiva de que (a economia da China) possa vir a ser a maior não é pura fantasia”, diz Eliana.

 

Por: Laura Naime

Fonte: Texto extraído na íntegra do site G1, em 04/08/2008

 

 

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