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Arquivo da categoria ‘MUNDO NEWS’

ÍNDIA – Orissa – Até quando a intolerância religiosa continuará vitimando pessoas em nossos dias?

Publicado por elouniversitario em Outubro 6, 2008

A onda de violência anticristã na Índia se espalhou por mais cinco Estados do país, além de Orissa. Nos últimos dias, notícias vindas das regiões de Karnataka, Kerala, Madhya Pradesh, Uttar Pradesh e Jharkhand dão conta de que igrejas foram atacadas e incendiadas, que muitos cristãos foram perseguidos, torturados ou mortos, e que milhares de pessoas estão desabrigadas. O governo da Índia emitiu um alerta aos Estados dizendo que a falha deles em evitar a violência poderia levar à imposição da lei de “Legislação do Presidente” – o que significaria dissolver o governo estadual e colocá-lo diretamente sob a direção federal.

Os cristãos e as igrejas começaram a ser perseguidos após o assassinato de um líder do Vishwa Hindu Parishad (Conselho Hindu Mundial), Laxmanananda Saraswati, que supostamente teria sido vítima de um ataque de cristãos. Porém, religiosos da filosofia maoístas reivindicaram a responsabilidade pelo assassinato desse líder hindu.

Em Uttar Pradesh, ao norte, extremistas do Bajrang Dal atacaram dois pastores no distrito de Kanpur.

Extremistas hindus em Madhya Pradesh incendiaram uma igreja de um pastor de 80 anos, na cidade de Indore.

No Estado de Kerala, ao sul, extremistas hindus atacaram uma escola e um jardim de infância cristãos.

Em Jharkhand, ao oeste, aldeões hindus atacaram cristãos de uma congregação e os pressionaram a se “reconverterem” ao hinduísmo.

Em Orissa a violência continua. Nos últimos dias, radicais hindus incendiaram cerca de 10 igrejas, destruíram uma centena de casas de cristãos e colocaram abaixo um albergue para missionários. De acordo com informações de órgãos de ajuda humanitária e de instituições cristãs, em aproximadamente 1 mês de conflitos, pelo menos 50 mil pessoas de 300 vilarejos foram afetados pela violência, centenas de pessoas ainda estão escondidas em florestas, quatro mil casas e 115 igrejas foram incendiadas ou destruídas e pelo menos 20 mil pessoas encontram-se em 14 campos de refugiados estabelecidos pelo governo do Estado.

 

Motivos para oração

Interceda pela Índia. Clame a Deus pela vida dos missionários que atuam naquele país. Peça a Deus que proteja os obreiros e os cristãos de Orissa, onde as perseguições e ataques têm ocorrido com maior freqüência.

“Por favor, orem pela igreja na Índia. Hindus extremistas queimaram 20 igrejas ontem a noite e estão planejando destruir 200 igrejas na região de Orissa hoje a noite e também matar 200 pastores nas proximas 24 horas. Os cristãos estão escondidos no mato, por favor orem e passem esta mensagem pra todos que voce conhece imediatamente. Que o Senhor possa nos usar na brecha da oração pelos nossos irmãos na Índia.”  – Apelo enviado pelos cristãos indianos no dia 06 de outubro de 2008.

 

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ESTADOS UNIDOS – Setembro, o mês que sacudiu o mercado financeiro americano e abalou o mundo…

Publicado por elouniversitario em Setembro 30, 2008

Relembre fatos dos dias que merecem capítulo exclusivo na História dos mercados e o clima com que entramos em outubro

 

29 setembro 2008

 

SÃO PAULO – Foram 30 dias de incertezas, fatos nunca antes imaginados e respostas inéditas dos reguladores e bancos centrais em todo o mundo. Assim foi setembro de 2008, um mês que sacudiu Wall Street e que talvez, no futuro, mereça um capítulo separado na História do mercado financeiro internacional.

 

Desemprego atinge maior nível em duas décadas

01/09 – Ibovespa: 55.680 pontos, Dólar: R$ 1,64605/09 – Ibovespa: 51.639 pontos, Dólar: R$ 1,720

 

“Enquanto os mercados continuam a mostrar sinais de fragilidade, as preocupações com a perspectiva para a economia e as incertezas relacionadas ganham proeminência” – BIS (Banco de Compensações Internacionais) em relatório trimestral.

 

O primeiro dia de setembro foi atípico. A ausência dos mercados norte-americanos, por ocasião do Dia do Trabalho, deixou o mundo sem referência. O dia fechou com queda nas bolsas ao redor do mundo. Enquanto isso, conversas entre o banco de investimentos Lehman Brothers e potenciais compradores se desenrolavam.

 

No dia 4 de setembro o Índice Bovespa revela o primeiro recorde negativo. Aos 51.408 pontos, a bolsa atinge o menor nível do ano. No dia seguinte, na primeira sexta-feira do mês, a economia norte-americana recebe a notícia da perda de 84 mil postos de trabalho no mês de agosto. O desemprego atinge a maior taxa em duas décadas.

 

Fannie Mae e Freddie Mac resgatadas

08/09 – Ibovespa: 51.639 pontos, Dólar: R$ 1,72012/09 – Ibovespa: 52.392 pontos, Dólar: R$ 1,781

 

“Nossa economia e os nossos mercados não se recuperarão enquanto a maior parte desta correção não ficar para trás” – Henry Paulson, secretário do Tesouro norte-americano, em nota.

 

Após meses de intensa especulação e polêmica, o governo norte-americano decidiu assumir o controle das agências de crédito imobiliário Fannie Mae e Freddie Mac, que juntas são responsáveis por cerca de metade do volume de crédito total destinado à aquisição de imóveis nos Estados Unidos. Eufóricos, analistas do mercado chegaram a apontar a medida como um primeiro sinal de que a crise subprime caminharia para um final. As notícias reduzem “tremendamente as incertezas nos mercados financeiros e promovem a liquidez no mercado imobiliário”, disseram analistas à época.

 

Poucos economistas, ou nenhum, entretanto, imaginariam a escalada dos eventos que estavam previstos até o final do mês. Um ambiente de menor incerteza domina os mercados por alguns dias e, além disso, o debate sobre o “risco moral” da ajuda governamental ao setor financeiro ganhava corpo. Rumores sobre uma possível venda do Lehman Brothers e especulações sobre o anúncio de baixas contábeis do Washington Mutual circulavam nos mercados. Algumas sessões adiante, ambos teriam um final trágico.

 

Bancos de investimentos começam a cair

15/09 – Ibovespa: 52.392 pontos, Dólar: R$ 1,78119/09 – Ibovespa: 53.055 pontos, Dólar: R$ 1,830

 

“Não há espaço suficiente na primeira página dos jornais do país para todas as notícias de hoje (15/09)” - Consultoria First Trust Advisors, em relatório.

A terceira semana do mês começa com mais um fato histórico. Depois de lutar por um comprador durante o final de semana, o banco de investimentos Lehman Brothers choca o mundo com o anúncio do pedido de concordata. Ao contrário do ocorrido com o banco Bear Stearns em março, as autoridades norte-americanas negaram-se a conceder maiores facilidades para os compradores. Ademais, a Merrill Lynch foi comprada pelo Bank of America por US$ 50 bilhões. Símbolos de Wall Street, os bancos de investimentos começam a sumir.

 

Em mais um dia histórico, as bolsas ao redor do mundo presenciaram a pior sessão desde 11 de setembro de 2001. No dia seguinte, em outra medida espetacular, o governo norte-americano anuncia um plano emergencial de resgate da AIG (American International Group), maior seguradora do país. Na quinta-feira, com mais uma ação conjunta dos bancos centrais e, na sexta-feira, com as medidas para combater as vendas a descoberto em ações do setor financeiro nos EUA e no Reino Unido, as bolsas disparam. No Brasil, o Banco Central anuncia leilões de venda de US$ 500 milhões com compromisso futuro de recompra, a primeira operação deste tipo em cinco anos.

 

Inicia o debate sobre o plano de US$ 700 bilhões

22/09 – Ibovespa: 53.055 pontos, Dólar: R$ 1,83026/09 – Ibovespa: 50.782 pontos, Dólar: R$ 1,854

 

“Este programa visa atacar, de forma fundamental e abrangente, as raízes das causas de stress em nosso mercado financeiro, removendo ativos podres do nosso sistema”, Henry Paulson, em nota.

 

Ainda no final de semana, Henry Paulson revela o plano de resgate de até US$ 700 bilhões para ajudar o setor financeiro. O programa prevê a compra, pelo governo, dos ativos podres dos bancos, para “limpar” o sistema e resgatar a confiança dos investidores. Pela manhã da segunda-feira o mercado recebe o anúncio de que os últimos remanescentes entre os grandes bancos de investimento nos EUA, Morgan Stanley e Goldman Sachs, transformaram seu modelo de negócios, passando a atuar como holdings financeiras, reguladas pelo Federal Reserve.

 

Em um sinal claro de que a crise também aporta no Brasil, a Sadia revela que operações com derivativos cambiais levaram a perdas de R$ 760 milhões, reflexo das extremas variações na cotação da moeda norte-americana. Além disso, a Aracruz também disse que as perdas cambiais poderão exceder os limites previstos para o trimestre. A semana encerra com o mercado cético em relação à aprovação do plano anti-crise, depois de acaloradas discussões entre os partidos Republicano e Democrata.

 

Plano é derrubado no Congresso; bolsas despencam

 

“Rejeição do pacote foi decepcionante” - Henry Paulson, em coletiva de imprensa.

Depois de uma manhã em que os mercados apostavam na aprovação do plano no Congresso norte-americano, a despeito das incertezas ainda presentes no mercado sobre a efetividade do programa, os partidos Republicano e Democrata surpreendem com a reprovação do texto de 110 páginas do “Emergency Economic Stabilization Act of 2008“, “Ato de Estabilização Econômica de 2008“, na tradução livre. A resposta dos mercados foi imediata e as bolsas mergulham em uma forte queda.

 

Nos EUA, os mercados apresentam a maior queda desde o “crash” de 1987. No Brasil, o Ibovespa chegou a cair mais de 10%, acionando o sistema “Circuit Breaker”, que paralisou o mercado por 30 minutos. O índice encerrou o dia 29 de setembro em baixa de 9,36%, negociado a 46.028 pontos. O dólar comercial fechou vendido a R$ 1,965, com alta de 5,99%. Setembro acaba na terça-feira como um mês que marcou o mercado financeiro. A crise, entretanto, se estenderá por outubro. Mais 31 dias de previsões, incertezas e, talvez mais falências. Quem sabe esperanças.

Fonte: Artigo retirado na íntegra do site msn notícias

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CHINA – Os cristãos chineses pedem ajuda durante Olímpiada

Publicado por elouniversitario em Agosto 18, 2008

Hua Huiqi, ativista cristão e pastor de uma igreja não-registrada, escreveu uma carta para o presidente norte-americano George W. Bush, no domingo (10 de agosto), pedindo oração por sua segurança pessoal e por liberdade religiosa para todo o povo chinês.

 

Nesse mesmo dia, policiais com roupas civis prenderam Hua para impedir que ele participasse de um culto na igreja protestante registrada Kuanjie, em Pequim, ao qual Bush deveria comparecer, de acordo com a programação de sua visita ao país (leia mais).

 

Hua Huiqi fugiu dos policiais enquanto eles dormiam; no momento em que a notícia foi divulgada, ele ainda continuava em um esconderijo. Durante a semana, vários outros cristãos também continuaram detidos ou em prisão domiciliar enquanto acontecem os Jogos Olímpicos.

 

Hua, na carta que escreveu, publicada pela Associação de Ajuda à China (CAA, sigla em inglês), agradeceu ao presidente Bush por sua preocupação com as igrejas chinesas não-registradas, além de expressar seu pesar por não poder comparecer ao culto do domingo. Ele também descreveu sua detenção, dizendo que sete ou oito policiais o chutaram e lhe deram socos antes de prender ele e seu irmão, Hua Huilin.

 

“Interrogaram-nos no local onde nos detiveram”, escreveu Hua. “Eles fizeram ameaças: ‘Nós não permitiremos que você vá à igreja Kuanjie hoje. Se você disser mais uma vez que comparecerá à igreja, quebraremos suas pernas’.”

 

Hua conseguiu escapar, mas temia as conseqüências. “Agora estou vagueando sem destino e não ouso voltar para casa”, escreveu ele. “Escrevo esta carta para implorar que o senhor ore por minha segurança pessoal e pela liberdade religiosa para todo o povo chinês.”

 

Shi Weihan: considerado um “elemento religioso perigoso”

 

Também em Pequim, Shi Weihan, dono de uma livraria cristã, continua sob custódia no Centro de Detenção Municipal de Pequim.

A polícia prendeu Shi pela primeira vez em 28 de novembro de 2007, acusando-o de “práticas ilegais de negócios”, depois que ele, conforme se alega, publicou literatura cristã sem autorização a fim de que fosse distribuída para as igrejas não-registradas, mas, em 4 de janeiro, o tribunal ordenou que fosse solto, alegando falta de evidências suficientes para condená-lo.

 

A polícia, que rotulou Shi de “elemento religioso perigoso”, prendeu-o novamente em 19 de março.

 

As autoridades da prisão impediram que os familiares visitassem Shi no centro de detenção ou lhe trouxessem alimentos e roupas. De acordo com CAA, o advogado de Shi recebeu apenas uma permissão para visitá-lo nas últimas semanas. Ele confirma que a saúde de Shi estava precária, e que ele precisava de atenção médica urgente (leia mais).

 

Esposa dele dá entrevista a jornal americano

 

O jornal USA Today relatou na segunda (11 de agosto) que a esposa de Shi, Zhang Jing, disse: “É bom que o presidente possa cultuar a Deus aqui, mas não é provável que isso faça com que tenhamos mais liberdade ou consigamos registrar nossas igrejas.”

As autoridades forçaram a igreja de Shi, a Igreja da Vida Eterna de Antioquia, a fechar em junho.

 

“Várias igrejas não-registradas foram fechadas antes dos Jogos Olímpicos”, continua Zhang. “A polícia diz que estamos ameaçando a segurança nacional e exigem que meu marido desista de sua fé.”

 

Na mesma reportagem, Dennis Wilder, diretor do Conselho Nacional de Segurança dos Estados Unidos para a Ásia, depois do encontro de George W. Bush com Hu Jintao, presidente da China, no domingo (10 de agosto), disse o seguinte: “Hu parece indicar que a porta para a liberdade religiosa está se abrindo e que, no futuro, haverá mais espaço para os cristãos praticantes”.

 

Fonte: Site da Missão Portas Abertas

Tradução: Maria Helena Aranha

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Sauditas usam livros didáticos que incitam o ódio a cristãos

Publicado por elouniversitario em Agosto 5, 2008

Lugar de criança é na escola, mas o problema é quando a escola deixa de ser a fonte do desenvolvimento social e se torna o lugar em que ela aprende a ser intolerante, como acontece na Arábia Saudita. Segundo um estudo recém-publicado nos Estados Unidos, os livros didáticos oficiais do país, distribuídos pelo Ministério da Educação, ensinam as crianças a odiar todos os que pertencem a outras religiões, sendo incentivada até mesmo a atitude violenta.

 

As lições encontradas nos livros didáticos do país, que permeiam todo o ensino médio, incluem negação do cristianismo e judaísmo, proibição de amar pessoas de outras religiões, listas de defeitos inerentes dos judeus, e muitas outras aulas radicais.

 

“Desde a primeira série, os livros tratam da condenação a cristãos e judeus, na terceira série trata do ódio aos inimigos, e vai ficando mais violento a cada ano, até o fim do ensino médio, quando os livros ensinam que a jihad para lutar contra os infiéis é autorizada para espalhar a fé” explicou Nina Shea, coordenadora do estudo “Currículo de Intolerância da Arábia Saudita”, lançado pelo o Centro para Liberdade Religiosa do Instituto Hudson.

 

Segundo ela, o estudo analisou todos os livros didáticos publicados pelo Ministério saudita da Educação. “Este tipo de ensinamento forma a base de todo o currículo escolar das crianças sauditas. Não é uma aula de religião, é parte de tudo o que as crianças aprendem”, disse.

 

Fonte: G1.

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Estados Unidos – Crise norte-americana faz um ano e abala ‘modo de vida americano’

Publicado por elouniversitario em Agosto 4, 2008

Para o norte-americano “médio”, o ideal de vida se traduz em uma casa no subúrbio, um carro utilitário, fazer compras no shopping e viajar nas férias. Mas o sonho americano anda abalado: a maior economia do mundo enfrenta hoje sua maior crise desde a Grande Depressão que se seguiu à quebra da bolsa de Nova York, em 1929.

 

A data exata de aniversário da crise é controversa. Mas muitos economistas apontam seu “nascimento” em agosto de 2007, mês em que o banco francês BNP Paribas congelou os resgates de três fundos ligados ao mercado de subprime dos Estados Unidos e em que três grandes instituições de crédito norte-americanas quase foram à lona. Antes disso, dizem especialistas, a crise estava em “gestação”.

 

“Hoje existe nos EUA uma grande insatisfação com a situação econômica no país. Mais de 80% dos americanos estão infelizes com a atual situação econômica do país. A crise tem atingido a população americana de forma bastante grave”, afirma Eliana Cardoso, professora da Fundação Getulio Vargas e ex-professora do Massachusetts Institute of Technology (MIT).

Ironicamente, a crise teve como estopim o representante maior desse sonho: a casa própria. Com o incentivo do crédito abundante, milhões de americanos tomaram empréstimos para comprar seus imóveis. A alta procura levou à valorização dos bens e à formação de uma bolha imobiliária.

Como toda bolha, ela estourou. O resultado é que, para uma parcela considerável da população, o sonho desmoronou: a casa foi tomada pelo banco, o carro beberrão está parado, as compras, minguando. E o “golpe de misericórdia” é que não dá mais nem para afogar as mágoas: a típica cerveja americana, a Budweiser, agora é belgo-brasileira.

 

No princípio, era o crédito

 

Até 2005, no embalo do bom momento da economia mundial, milhões de norte-americano compraram imóveis com até 90% do valor financiado. Outros tantos hipotecaram os imóveis de que eram donos, usando os recursos para o consumo e movimentando a roda da economia do país.

O problema chegou na hora de pagar a conta. Segundo o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, grande parte desses créditos concedidos eram “ninja” – sigla em inglês para “sem renda, sem emprego, sem bens” –, e o calote foi inevitável.

 

Os preços dos imóveis, que em alguns casos tinham triplicado de valor, desabaram, trazendo ainda mais prejuízos. Muita gente terminou com uma dívida maior do que o valor da casa que possuía.

 

Hegemonia comprometida

 

O saldo da crise até agora é de quase US$ 400 bilhões de perdas aos bancos; 2,8 milhões americanos com risco de perderem suas casas; seis grandes empresas de crédito com falência pedida; quase 900 instituições financeiras de pequeno e médio porte comprometidas.

A conseqüência que mais preocupa, no entanto, é a desaceleração do crescimento da economia, e a perspectiva de que os EUA possam estar entrando em recessão. Nesta semana, o Departamento de Comércio do país revisou os dados do PIB do último trimestre de 2007 para um recuo de 0,2%, o primeiro desde 2001.

As avaliações sobre a duração da crise variam, mas é consenso que ela não chegará ao fim no futuro próximo. “Acredita-se que este ano vai ser de crescimento muito modesto. Temos dois anos pela frente até que efeitos dessa crise sejam absorvidos e economia volte a mostrar seu vigor habitual”, diz Eliana Cardoso.

Belluzzo é bem menos otimista: “Os bancos agora estão tentando prolongar o período em que eles vão apresentando as perdas. Se eles fossem escriturar essas perdas de uma vez só, seria uma catástrofe que nem mesmo a intervenção do Fed conseguiria segurar. Isso prenuncia mais 20 anos de instabilidade.” 

Se continuar nesse ritmo, a hegemonia econômica do país está ameaçada. A China cresce a taxas de dois dígitos anuais – e já há previsões de que o PIB do país asiático supere o norte-americano em duas décadas. “A perspectiva de que (a economia da China) possa vir a ser a maior não é pura fantasia”, diz Eliana.

 

Por: Laura Naime

Fonte: Texto extraído na íntegra do site G1, em 04/08/2008

 

 

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MUNDO: ONU pede mais ajuda para vítimas de ciclone em Mianmar

Publicado por elouniversitario em Julho 15, 2008

MIANMAR – A ONU elevou ontem (10/07/2008) para US$ 481 milhões o pedido de ajuda internacional para as vítimas do ciclone “Nargis“, que em maio arrasou parte de Mianmar (antiga Birmânia).

 

O aumento tem como objetivo consolidar a assistência humanitária aos desabrigados e assegurar fundos para a reconstrução das zonas devastadas.

 

Ao pedir mais ajuda, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, disse que a comunidade internacional deve manter seu compromisso com as vítimas do pior ciclone que passou pela Ásia nos últimos 17 anos.

 

“Os sobreviventes desta tragédia não merecem nada menos que isso”, declarou.

Holmes também agradeceu a comunidade internacional pela resposta ao primeiro pedido de auxílio, feito seis dias depois da passagem do “Nargis” por Mianmar, na madrugada de 2 para 3 de maio.

 

A ONU já recebeu praticamente 96% dos US$ 187 milhões solicitados na ocasião, dinheiro que, em seu maior parte, foi usado na ajuda emergencial aos mais de 2,4 milhões de desabrigados.

 

Os US$ 294 milhões que as Nações Unidas pedem agora vão ser gastos na distribuição de alimentos, em obras de reconstrução e em assistência ao setor agrícola.

 

Fonte: Site Portas Abertas

 

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Governo chinês permitirá acesso a Bíblias durante os jogos olímpicos de 2008

Publicado por elouniversitario em Julho 8, 2008

CHINA - A China resolveu adotar uma estratégia simpática aos olhos do mundo, que na prática esconde a sua política de impedir que os seus cidadãos tenham livre acesso às Escrituras: vai disponibilizar cópias gratuitas da Bíblia aos atletas, espectadores, turistas e aos estrangeiros que pedirem o livro sagrado, durante o período dos Jogos Olímpicos.

Segundo informações divulgadas ontem pela imprensa estatal chinesa, cerca de 10 mil cópias em duas línguas vão ser distribuídas na Aldeia Olímpica, casa de atletas e jornalistas entre 8 e 24 de agosto.

Li Chunnong, diretor geral da Amity Printing Co., a maior editora de livros cristãos do país, disse ao jornal “China Daily”, que mais 30 mil cópias do Novo Testamento também vão estar disponíveis.

No entanto, os exemplares só estarão disponíveis nas igrejas e na Aldeia Olímpica, não em hotéis.

A Aldeia Olímpica também vai ter um centro religioso para prestar serviços de culto a seguidores de outras religiões, afirmou Chen Guangyan, presidente da Associação Islâmica na China.

O reverendo Xu Xiaohong, do Conselho Cristão Chinês, baseado em Xangai e responsável pela publicação dos livros, adiantou que 50 mil cópias dos quatro evangelhos, em dois idiomas, serão enviadas para as seis cidades onde vão decorrer eventos olímpicos.

A capa dos livros dessa edição vai incluir um logotipo olímpico, acrescentou Xu. “Isto é particularmente significativo porque tanto quanto sei, é a primeira vez que um logotipo olímpico vai ser incluído num livro religioso”, observou Xu, citado pelo “China Daily”. 

A estratégia é muito bem fundamentada. Com a distribuição gratuita, o país evita que os turistas entrem no país com novos exemplares, e acaba por estimulá-los a pedir um exemplar na Vila Olímpica e a levar para casa como uma espécie de souvenir, de modo a maquiar a ausência de liberdade religiosa no país.

Em “nome” do espírito olímpico

Segundo o reverendo, o logotipo inscrito na Bíblia representa a combinação entre “o espírito olímpico e o espírito de levar uma vida orientada para um objetivo, que é algo em que os cristãos acreditam”.

Em novembro do ano passado, notícias deram conta de que as Bíblias seriam proibidas durante os Jogos Olímpicos.

A organização dos Jogos desmentiu terminantemente as informações, apesar de constarem na primeira versão do manual do Comitê Olímpico.

O Ministério para assuntos Estrangeiros chinês afirmou que ” falsos relatos de uma agência de notícias religiosa e de um meio de comunicação europeu foram divulgadas por pessoas que pretendiam sabotar os jogos”.

Uma Bíblia por pessoa

Os atletas e os visitantes podem trazer textos e objetos religiosos para uso pessoal quando estiverem em Pequim durante a Olimpíada, afirmou a organização, recomendando, entretanto, num comunicado publicado na sua página da internet, que “cada viajante não traga mais que uma Bíblia para a China”.

Mas esta permissão não se estende ao movimento espiritual Falun Gong, proibido pelo governo comunista chinês por ser um “culto maligno”.

A China é alvo de críticas freqüentes no que se refere à violação dos direitos humanos e à repressão da liberdade religiosa.

Liberdade religiosa em xeque

As autoridades chinesas só permitem manifestações cristãs no âmbito das igrejas aprovadas e controladas pelo Estado, mas milhões de fiéis são membros na clandestinidade, celebram reuniões em casas particulares e se recusam a aceitar a liderança religiosa do Estado.

A Constituição chinesa permite a existência de cinco igrejas oficiais cujos líderes são escolhidos e precisam ser membros do partido Comunista: budista, taoísta, muçulmana, católica e protestante. 

Estima-se que a comunidade protestante na clandestinidade seja formada por cerca de 30 milhões de pessoas, e, segundo fontes do Vaticano, a igreja católica clandestina tem mais de oito milhões de fiéis.

Muitos dos líderes destas igrejas são regularmente presos, enquanto as autoridades fecham periodicamente as igrejas e locais de culto clandestinos, prendendo religiosos e fiéis.

(Com informações das agências Angola Press e do China Daily)

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Brasileiros terão uma nova carteira de identidade a partir de 2009

Publicado por elouniversitario em Julho 8, 2008

Brasília – A partir de janeiro de 2009, os brasileiros terão uma nova carteira de identidade. A novidade é que nela estarão incluídos os dados de todos os documentos pessoais do cidadão, além de informações sobre sua biometria, como altura e cor dos olhos. A lei que prevê esse documento existe há mais de uma década, mas só agora será regulamentada pelo governo, que deve editar nos próximos dias um decreto estabelecendo as novas regras. Com a mudança, o cidadão terá um único número em seus documentos atuais. Isso evitará, por exemplo, que o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) pague benefícios duplicados para cerca de 15 milhões de pessoas.

Em abril de 1997, o governo criou o Registro Único de Identidade Civil (RIC), cuja regulamentação deveria ocorrer seis meses depois. Além disso, a legislação previa que todos os documentos perderiam a validade em um prazo máximo de cinco anos, a partir da promulgação da lei. Em 2004, o Palácio do Planalto criou uma comissão interministerial para tentar implantar o sistema, mas não deu certo. A conclusão foi de que, se todas as carteiras de identidade fossem mudadas na época, o custo seria muito alto. Além disso, apenas uma empresa alemã estava habilitada em todo o mundo a fazer este tipo de trabalho.

Com a implantação do Afis (sigla em inglês do Sistema Automático de Identificação de Impressões Digitais) no Instituto Nacional de Identificação (INI) da Polícia Federal, a intenção é gerar um número nacional para todos os brasileiros. Hoje, cada órgão que cuida do assunto nos estados produz um número diferente de carteira de identidade, o que possibilita a uma pessoa emitir o documento em diferentes regiões. Agora, as impressões digitais serão encaminhadas para o INI, que fará um único banco de dados.

“Hoje, alguns estados não fazem o exame de digital, possibilitando a emissão (de documento) por mais de uma vez. Agora, as digitais serão enviadas ao INI, que checará se não há outro indivíduo com a mesma biometria, mas usando outro nome. Isso acabará com as fraudes”, explica o diretor do INI, Marcos Elias Cláudio de Araújo. A partir disso, o instituto da Polícia Federal enviará as informações para outros órgãos públicos, como INSS, tribunais eleitorais, Receita Federal, entre outros. O cidadão passa a ter, além do número original de seus documentos, um novo número, que será único para todas as instituições.

Fonte: Site UAI

 

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MUNDO: Rebeldes comunistas executam cristão nas Filipinas

Publicado por elouniversitario em Julho 7, 2008

FILIPINAS - Rebeldes comunistas do Exército do Povo (NPA, sigla em inglês) executaram o ministro cristão Josefino Estaniel, acusado de ajudar os soldados em uma campanha de anti-insurreição em Mindanao por pregar uma mensagem de amor e não de guerra, segundo um porta-voz regional do Exército filipino.O coronel Kurt Decapia disse que os soldados recuperaram o corpo de Josefino Estaniel, pastor da Igreja Adventista do Sétimo Dia, de uma sepultura rasa na aldeia de Dalagdag, distrito de Calinan, em Davao City, num lugar conhecido pela dominação dos rebeldes do NPA.O Exército do Povo é um braço armado do Partido Comunista das Filipinas (CPP).

Kurt Decapia disse que informantes civis conduziram as forças de segurança até a sepultura do ministro de 45 anos. Ele disse que Estaniel foi seqüestrado por insurgentes em maio, por ordens do líder da NPA Leôncio Pitao, também conhecido como “chefe Parago”.

O corpo do pastor Josefino Estaniel, já decomposição, foi exumado a dois quilômetros de distância da casa de Edwin Tangud, local onde o grupo o executou.

De acordo com relatório de campo inicial, a vítima foi torturada antes de ser executada e enterrada.

O general Fogy Leo Fojas, chefe da 10ª Divisão de Infantaria do Exército filipino, condenou as atrocidades da NPA e a morte do ministro cristão.

Tradução: Tsuli Narimatsu

Fonte: site do Missões Portas Abertas

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G8 quer esfriar o planeta e os preços de combustível

Publicado por elouniversitario em Julho 7, 2008

O encontro dos líderes das oito principais potências mundiais acontece a partir de hoje, no Japão

Toyako, Japão. Os líderes das oito principais potências do mundo analisarão a partir de hoje , no Japão, como esfriar os preços do petróleo e, também, a temperatura do planeta. O encontro, em um hotel diante do lago Toya, ocorre no momento em que o barril do petróleo atinge os US$ 146, a economia dos países industrializados vive um período de forte desaquecimento e a alta nos preços dos alimentos provoca protestos em todo o planeta.

Além dos líderes do G8 (Estados Unidos, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Itália, Canadá, Japão e Rússia), a Cúpula terá, como convidados, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil), Hu Jintao (China) e Felipe Calderón (México). As autoridades japonesas montaram uma grande operação de segurança, com mais de 21 homens, e praticamente fecharam a ilha de Hokkaido (norte), local do encontro.

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, que participa pela primeira vez da Cúpula do G8, foram dois dos primeiros dirigentes a chegar ao lago Toya, onde foram recebidos pelo primeiro-ministro japonês, Yasuo Fukuda.

‘‘No que se refere ao aumento dos preços dos alimentos e do petróleo, que têm um impacto negativo sobre a economia mundial, concordamos que é preciso fazer esforços urgentes neste sentido’’, destacou Fukuda, em uma entrevista à imprensa ao lado do presidente norte-americano.

Sobre a economia mundial, Bush reafirmou a política do ‘‘dólar forte’’ dos EUA, apesar de a moeda estar caindo em relação a outras.

Bush afirmou ainda que os Estados Unidos vão desempenhar um papel ‘‘construtivo’’ na redução das emissões de dióxido de carbono, responsáveis pela mudança climática, mas advertiu que todo esforço deve incluir a China e a Índia.

Neste sentido, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva deve reafirmar no Japão seu pedido aos países em desenvolvimento para que se unam às nações ricas no estabelecimento de metas visando reduzir as emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa. ‘‘Todos os participantes, incluindo nosso país, devem fixar um objetivo de redução das próprias emissões de gases de efeito estufa’’, adiantou Lula em entrevista ao jornal japonês ‘‘Yomiuri Shimbun’’.

O presidente, além de defender o etanol e o biodiesel brasileiros, com o argumento de que os biocombustíveis não são responsáveis pelo alta mundial no preço dos alimentos, cobra do G8 que diminuam as especulações em relação aos mercados que negociam safras futuras agrícolas e o petróleo.

A declaração final de Toyako deve assinalar que ‘‘o G8 vai liderar os esforços para reduzir em 50% as emissões’’ de gases responsáveis pelo aquecimento global até 2050.

Manifestações

Em Sapporo, a 150 km do lago Toya, milhares de manifestantes protestaram contra a globalização, e após alguns incidentes, a polícia deteve quatro pessoas, entre elas um cinegrafista. No protesto, ativistas da ONG Oxfam, vestidos com máscaras gigantes dos líderes do G8 e quimonos, exibiram um cheque gigante de US$ 50 bilhões para os países da África, para lembrar a promessa feita em 2005.

Naquele ano, o G8 acertou uma ajuda de 50 bilhões de dólares para a África até 2010, mas até o momento só desembolsou 14% deste valor, segundo uma fonte do grupo.

 

Fonte: Diáriorio do Nordeste

 

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