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Arquivo da categoria ‘Reflexões Cristãs’

É possível o Cristianismo ser “verdade para você, mas não para mim”?

Publicado por elouniversitario em Dezembro 6, 2008

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“Cristianismo é bom para VOCÊ”, ele disse, “mas não é certo pra mim. Eu acho que você deve acreditar em qualquer coisa que te faça feliz e te dê paz”.

 

“Bem, você pode estar certo sobre isto”, eu disse. “Eu não estou aqui para colocar minhas opiniões na sua cabeça. Deixe-me mostrar-lhe algumas idéias e veja o que você pensa a respeito delas. Há dois tipos de verdade”, eu disse. “Há opinião, ou preferência, tipo ‘ eu gosto de sorvete de chocolate.’ Algumas pessoas gostam de chocolate. Algumas gostam de baunilha. Algumas são melhores em contabilidade, outras em espanhol.

 

“No entanto, existe outro tipo de verdade, a verdade científica. Por exemplo, a gravidade existe quer você acredite nisto ou não. Antes da gravidade ser descoberta, maçãs já caíam no solo, certo?”

 

“Certo”, ele concordou.

 

“Agora a maioria das pessoas acha que religião é a mesma coisa que opinião”, eu continuei, “como um sabor de sorvete favorito. Mas a Bíblia indica que a verdade espiritual é como a LEI DA GRAVIDADE. É verdade quer você acredite ou não”.

 

“Agora, a questão de a Bíblia ser verdade ou não, é outro problema”, eu disse. “Mas a idéia é esta: a Bíblia diz que nossos pecados nos separaram de Deus, e o único caminho para resolver este problema é através de Jesus Cristo.

 

“Você pode acreditar em qualquer coisa que queira”, eu disse. “Eu não estou aqui para forçar você a acreditar em mim… Mas se você estiver certo e eu errado, eu não estou perdendo nada. Quando eu morrer, eu simplesmente voltarei ao pó. Se eu estiver certo e você errado, você desperdiçaria a eternidade separado de Deus. Não vale a pena pelo menos parar para pensar nisso?

 

Eu disse isso e o fiz pensar. 

 

A maioria das pessoas acha que a idéia do Cristianismo ser o único caminho para o céu é repugnante.  E eu não as culpo. Soa arrogante. E pra falar a verdade, alguns cristãos são arrogantes mesmo. Mas eu acho, que na maioria das vezes, o que essas pessoas “desligadas” acham é um simples mal entendido. Quando Jesus disse, “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”, Ele não estava se gabando e dizendo, “Eu sou o melhor. E Eu só levarei para o céu quem seguir minha vontade”.

 

Ao contrário, como estava dizendo, “há só uma maneira de atravessar o Grand Canyon. Você não pode atravessar pulando, andando ou dirigindo. Você tem que pegar um helicóptero”. A natureza do problema significa que há uma única solução.

 

Nossos pecados tornaram impossível o alcance a Deus. Se nós estamos tentando ganhar a aceitação de Deus por nossa vida “reta”, não vamos a lugar algum. Se nós estamos tentando ser religiosos para alcançar a Deus, também não vamos a lugar algum. No entanto, Deus pode nos alcançar. Jesus Cristo veio, então podemos ser perdoados, podemos ter um relacionamento com Ele. Nós podemos tentar alcançar Deus por boas obras ou esforços religiosos, mas Jesus disse que isso não adiantaria.

 

Jesus não só disse, “Ninguém vem ao Pai a não ser por Mim”, como também disse, “Todo aquele que ouvir minha palavra e acreditar em quem Me enviou, tem a vida eterna e não será condenado; pois passou da morte para a vida” Agora, se houve outros homens, que estavam com Deus, eu acho que haveria outros caminhos para o céu! Mas Jesus é a única pessoa na história, que eu saiba, que se encaixa às exigências.

 

Texto escrito por: Marcos Hansard

 

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O mundo está cheio de ex-crentes…

Publicado por elouniversitario em Dezembro 4, 2008

imagem-029Um sinal bastante intrigante é encontrado nos sanatórios, hospitais psiquiátricos para doentes mentais em estado grave. Embora atualmente muito combatidos (por boas razões, diga-se), os sanatórios também estão cheios, e com muitos irmãos evangélicos entre os pacientes. Isso poderia apontar duas coisas: ou a igreja estaria enlouquecendo as pessoas que a procuram, ou talvez a igreja fosse procurada por pessoas que estão enlouquecendo e não conseguem recuperar sua saúde mental.

 

É claro que isso não é tão simples assim – em muitos casos a igreja alivia o sofrimento psicológico dos que a procuram. Para nosso propósito, por enquanto, tomemos os sanatórios cheios de evangélicos apenas como um sinal de que algum problema deve haver; mas ainda não é suficiente para concluirmos nada.

 

Frustração?

 

Um segundo sinal: o mundo está cheio de ex-crentes. Já nos anos 80, segundo o Jornal Batista, o número de ex-batistas no Brasil era praticamente igual ao número de batistas na ativa. Muito provavelmente isso também se aplica às demais denominações evangélicas tradicionais.

 

Com o fenômeno das igrejas neopentecostais, uma nova safra de crentes evangélicos inundou o Brasil e, à medida que os anos passam e as promessas de prosperidade não se cumprem, uma nova safra de ex-crentes decepcionados deve estar voltando para as ruas, enquanto outros crentes começam uma “peregrinação” de igreja em igreja, intuindo que há alguma verdade salvadora nesse meio, mas não se sentindo seguros de a ter localizado.

 

Essa massa de irmãos freqüenta as “igrejas da moda”, que são duramente criticadas pelas igrejas mais estabelecidas, que não admitem sua parte de culpa nessa decepção coletiva.

 

Esse já é um sinal mais direto. Não esperamos que a igreja satisfaça a todos que a procuram. Mas decepcionar a tantas pessoas, dentre a pequena parcela da população que se decide a entrar nela, é sem dúvida mais um indicador de que há problemas sérios que não estão sendo tratados, uns nas igrejas tradicionais, outros nas pentecostais.

 

Por: Karl Kepler, psicólogo, pastor, professor de Teologia e presidente do CPPC (Corpo de Psicólogos e Psiquiatras Cristãos).

 

Fonte: Site da igreja Betesda Aldeota

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Bebedeira e uso abusivo de álcool na universidade. Pode o álcool ser um substituto para relacionamentos íntimos e satisfatórios com os outros?

Publicado por elouniversitario em Outubro 8, 2008

Era verão no Colorado (EUA), um amigo e eu encontramos alguns rapazes que vieram do estado do Novo México. Eles tinham abandonado a escola e saíram por aí dançando e segurando uma caneca para coletar dinheiro. À primeira vista, você pode pensar que estavam desperdiçando suas vidas. Mas depois que eu passei alguns dias com Gabriel, Sean, Matt e Peter, percebi que eles estavam experimentando algo que a maioria das pessoas anseia.

Esses caras tinham pouco dinheiro, roupas sujas e amarrotadas, não tinham abrigo e mal tinham comida suficiente para sobreviver. Meu amigo e eu os convidamos para jantar. Sentamos num restaurante e assistimos os quatro devorarem os hambúrgueres, burritos e milkshakes, e ouvimos suas histórias. Eu percebi que eles eram uma comunidade.

Eles cuidavam uns dos outros. Se um ganhava alguma coisa, compartilhava. Um dos caras comeu apenas metade da sua comida porque queria dar o resto para um companheiro que não estava lá conosco. Eles falaram sobre como “guardavam as costas uns dos outros”. Agiam como se fossem pais. Eles realmente se amavam. Falaram de como sentiam medo, da saudade de suas mães, do sentimento de abandono, da fome. Estavam vivendo de uma maneira que eu nunca escolheria — mas tinham alguma coisa que muitas pessoas limpas, educadas e “aceitáveis” não têm.

Eles tinham uns aos outros. Eles tinham relacionamentos verdadeiros. Eles estavam conectados.

Por Que As Pessoas Bebem?

É isso o que queremos. Queremos uma vida real. Não queremos ser como o ramster que corre atrás da própria calda e fica girando naquela roda o dia todo — sozinho e sem nunca chegar a lugar nenhum. Queremos nos relacionar. Queremos nos conectar. Queremos ser parte de uma comunidade onde as pessoas cuidam umas das outras.

Minha amiga Rebeca se formou recentemente na Universidade Vanderbilt. Assim que encarou o “mundo real”, ela me disse: “Eu simplesmente quero ser uma “Amish” (seguidora de uma seita americana cujos membros vivem em comunidade e prezam por uma vida simples). Eles têm vizinhos e famílias. Um ajuda a construir o celeiro do outro. Quando alguém está em perigo, eles vêm em socorro. A vida é simples e devagar, e se pode suportar qualquer coisa que venha pela frente porque você não está sozinho. Parece bom, não é?

Acho que estamos famintos por relacionamentos que durem, cheios de confiança e divertidos. Alguns de nós cresceram em lares onde nossos pais trabalhavam até tarde no escritório para ganhar outra promoção para poder comprar um carro do ano ou um celular mais moderno. As mães tinham diplomas universitários e as famílias queriam um adicional no orçamento, então as mães trabalhavam. Nossos pais viviam debaixo do mesmo teto, mas era só isso. Outros cresceram em lares onde a questão era mesmo a sobrevivência e isso levava nossos pais a terem que trabalhar muito para poder manter a família toda.

Relacionamentos desmoronaram e a taxa de divórcio subiu nas alturas.

Sejam as reprises de “Clube dos Cinco”, “Friends”, “Seinfield”, “Louco por você” ou “Cheers”, nós adoramos assistir pessoas que parecem estar conectadas com outras. E queremos isso desesperadamente para nós mesmos. Queremos e precisamos de bons relacionamentos, mas sejamos francos, eles são dolorosos e arriscados.

Então o que fazemos? Quem pode me fazer sentir bem? Para quem eu posso correr? Quem pode me ajudar a escapar de um mundo de desconectados — mesmo que só por alguns instantes?

Uso Abusivo De Álcool Na Universidade

Se você é como muitos estudantes universitários, você fica enroscado numa garrafa de bebida alcoólica ou acariciando uma latinha de cerveja. A embriaguez faz você se sentir bem e relaxado. É acessível e vai sempre estar lá quando precisar. Não se importa com a sua aparência. Faz você ficar engraçado, atraente e aceitável.

Esse relacionamento funciona por um pouco de tempo, mas daí você acorda. Só dura por uma noite. Não é um relacionamento. As pessoas são difíceis de se envolver, mas é tão fácil se envolver com uma garrafa. E fica ainda mais fácil superar o desconforto que às vezes acontece quando nos envolvemos com outras pessoas.

Provavelmente não é surpresa nenhuma pra você que nós procuramos por amor nos lugares errados. O autor e psicólogo Dr. Henry Cloud escreve: “Todos nós precisamos de amor nos primeiros anos de nossas vidas. Se não recebemos esse amor, vamos desejá-lo pelo resto de nossas vidas. Essa fome de amor é tão poderosa que quando não nos satisfazemos nos relacionamentos com outras pessoas, procuramos em outros lugares, como na comida, no trabalho, na atividade sexual, ou gastando dinheiro… bebendo muito, ou trabalhando demais”.1

Shelly, uma estudante da Universidade do Alabama, disse: “Posso passar a noite toda no bar com meus amigos quando estamos bêbados, mas quando os vejo no dia seguinte no campus, não temos nada para dizer uns aos outros”. Shelly tem relacionamentos, mas os descreve da melhor maneira como sendo superficiais. A real necessidade que ela tem de se conectar com pessoas não está sendo suprida.

Ben, por outro lado, sai para beber com seus amigos e o álcool o deixa mais desembaraçado para conversar com seus amigos sobre coisas que são realmente significativas para eles. A amizade deles parece se aprofundar. Mas Ben diz: “Eu preciso aprender a ser verdadeiro sem ter o álcool como apoio”.

Dr. Cloud diz mais: “As pessoas são geralmente viciadas a algum tipo de substância, como álcool, cocaína, velocidade, trabalho, apostas, relacionamentos destrutivos, religiosidade, conquistas e materialismo. Essas substâncias e atividades nunca satisfazem, porque elas não lidam com o verdadeiro problema. Nós realmente não precisamos do álcool, das drogas de rua ou do sexo. Podemos viver muito bem sem nenhuma dessas coisas. Porém, nós realmente precisamos dos relacionamentos, e não podemos viver muito bem sem eles.2

Quando pergunto aos estudantes porque eles bebem, a maioria responde: “É divertido”. Superficialmente, esta é uma resposta aceitável. Mas além da diversão, você já parou pra pensar por que realmente bebe? Talvez seja uma fuga temporária do estresse, da incerteza do futuro ou da pressão em situações sociais.

Um Apoio Desnecessário

Quando se têm bons relacionamentos, não é preciso buscar segurança em nenhuma outra coisa, seja álcool, sexo ou comida. Quando se têm bons relacionamentos, algumas das necessidades mais profundas estão sendo supridas.

Dr. Cloud continua: “Estar conectado é uma das idéias mais básicas e fundamentais na vida e no universo. É uma necessidade humana básica. Deus nos criou com uma fome por relacionamento — por relacionamento com ele e com pessoas companheiras. Bem lá no fundo nós somos seres relacionáveis. Sem um relacionamento seguro, sólido, a alma humana estará na mira de problemas emocionais e psicológicos. A alma não pode prosperar sem estar conectada com outras“.3

Como aprendemos a ter relacionamentos seguros? Isso dá outro artigo ou livro. Comece sendo sincero com você mesmo. A razão de você beber, comer muito, ou muito pouco, ou abusar do sexo, ou ser perfeccionista poderia ser porque você precisa muito de relacionamentos.

Se for, existe uma grande quantidade de livros que falam sobre como construir relacionamentos com pessoas (incluindo os do Dr. Henry Cloud). Mas existe um relacionamento chave que oferece uma fundação genuína para relacionamentos saudáveis com pessoas. Dr. Cloud fala da nossa necessidade de estar conectado de uma maneira significante com as pessoas e com Deus. O filósofo e físico francês Blaise Pascal diz que dentro do coração de cada homem existe um vazio da forma de Deus que não pode ser preenchido por coisas criadas.

Será que podemos ter um relacionamento com o Deus que nos criou? Podemos nos conectar com Deus? Não estou falando sobre um Deus que lhe dá uma lista do que você pode e do que não pode fazer. Ou um super policial nos céus pronto pra prende-lo pela menor infração. Estou falando sobre um relacionamento com Deus que é baseado no amor, na verdade, na liberdade e na paz interior.

O Melhor Remédio para A Bebedeira

Deus o criou para que você o conheça. Lá no fundo do seu ser você sabe disso. Mas todos nós temos espíritos rebeldes que dizem pra Deus: “Ei, você faz o seu caminho, eu faço o meu. Não me incomode a não ser que eu precise de você“. Alguns de nós já disse isso. Outros simplesmente pensam, se pudermos ignorar toda essa “coisa de Deus”, isso passa. Ou ainda dizemos que queremos ter um relacionamento com Deus, mas queremos nos chegar a ele do nosso jeito — tentando conquistar nosso caminho. A verdade é que nenhum de nós pode conquistar ou merecer um relacionamento com um Deus perfeito.

Beber e comer demais por si só já traz conseqüências, o mesmo acontece quando se ignora ou se rebela contra Deus. Você pode nem notar as conseqüências mas eventualmente elas o alcançarão. Deus diz que a conseqüência é a separação eterna dele. Se você está na universidade agora, espero que esteja se divertindo, preparando o seu futuro. É difícil pensar na eternidade…Mas nunca se sabe. Meu amigo Steve, um rapaz de 20 anos de idade, pode não estar vivo no momento em que você ler isso. Ele está morrendo porque foi infectado pelo HIV por sangue contaminado. Ele não tem escolha a não ser lidar com a eternidade agora.

Deus providenciou uma maneira para nós o conhecermos aqui na terra e para sempre. Ele fez isso enviando Jesus aqui na terra, para passar pelo que você passa, e viver uma vida perfeita. Mas isso não é tudo. Nós merecemos punição pelos nossos pecados, mas Jesus se dipôs a sacrificar a si mesmo na cruz pelo nosso bem. Tudo o que temos que fazer é colocar a nossa confiança no fato de que Jesus pagou o preço por todo as coisas erradas nas nossas vidas que nos separa de um Deus perfeito. Você pode aceitar isso e colocar a sua fé nele ou pode escolher rejeitá-lo. A decisão é sua.

Quando eu orei a Deus, falei pra ele que eu queria conhecê-lo e colocar a minha confiança na morte de Jesus por mim. Eu comecei um relacionamento com ele. Estava agora conectado com o Deus do universo. Quando nosso relacionamento é íntimo, minha vida é diferente. Não preciso ficar por aí procurando por coisas pra me satisfazer — seja dinheiro, bebida, ou busca por sucesso. Quando mando ele embora, fico vagando por aí tentando achar aquele ingrediente perdido.

Não sei pelo que você está passando. Não sei como os sintomas se manifestam na sua vida. Talvez seja beber demais, sexo ou drogas. Ou ser compulsivo por exercícios físicos. Ou se matar de estudar pra tirar notas “A”, pra que você possa se sentir bem com você mesmo. Todas essas coisas são substitutos para a nossa genuína necessidade de estarmos conectados com outras pessoas e com Deus. Todos temos esse vazio dentro de nós que só pode ser preenchido por um relacionamento com Deus. Talvez você gostaria de começar um relacionamento com Deus agora mesmo. Tudo o que você tem a fazer é falar isso pra ele. Ele conhece os desejos do seu coração e está muito mais interessado neles do que nas suas palavras. Você pode querer falar isso pra ele assim:

Deus, eu quero te conhecer. Eu quero estar conectado a você. Tentei outras coisas para preencher a necessidade que tenho por você, mas não funcionaram. Me perdoe porque eu não vim até você primeiro. Obrigado por me amar e por querer que eu te conheça. Eu aceito que você fez esse relacionamento possível através da morte de Jesus. Eu confio em você. Amém.”

Você vai descobrir que um relacionamento com Deus preenche e satisfaz. Quando você está conectado com Deus, tem a fundação para construir relacionamentos significantes e duradouros. Sacie a sua verdadeira sede.

Convidei Jesus para entrar na minha vida. (algumas informações úteis…)

Acho que quero convidar Jesus para entrar na minha vida, por favor me explique melhor…

Tenho uma pergunta…

Por Judy Clark

Fontes: Site SuaEscolha.com

(1) Dr. Henry Cloud e Dr. John Townsend, Limites (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1992), 220.
(2) Dr. Henry Cloud, Mudanças que Curam (Grand Rapids, MI: Zondervan, 1992), 64.
(3) Ibid., 47.

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O que é um “Discípulo”?

Publicado por elouniversitario em Outubro 8, 2008

Você pode ser um grande cientista, um estadista famoso, ou até mesmo um grande teólogo, e ainda assim estar muito longe dos planos de Deus para a sua vida.  Se você não entende e não experimenta as verdades básicas sobre o discipulado, ensinadas pelo apóstolo Paulo e por Jesus Cristo, não pode ser discípulo dele, e não será capaz de discipular outros.  

O apóstolo Paulo escreveu ao seu filho espiritual, seu discípulo Timóteo, em 2 Timóteo 2:1,2: ” Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros “.

Um discípulo é alguém que ama a Deus, nosso Senhor Jesus Cristo, com todos seu coração, sua alma e sua mente, e tenta se tornar cada vez mais como Ele através uma vida de fé e obediência.   

Eis algumas características de tais ” homens fiéis”: 

1.            Um discípulo tem que ter certeza da salvação.  Ele tem que saber que é um filho de Deus e que Cristo vive nEle. 

2.            Um discípulo anda na plenitude e poder do Espírito Santo.  O Espírito Santo é responsável por tudo que acontece na vida de um crente – seu novo nascimento, sua caminhada diária, seu entendimento das Escrituras, e suas orações.  Ele produz os frutos do Espírito naqueles que se dispõem a viver vidas santificadas e a testemunhar de Cristo. 

3.            Um discípulo demonstra amor por Deus, por seu próximo, por seus discípulos seguidores, e por seus inimigos. Jesus nos ordena que amemos a Deus com todo nosso coração, com todo nossa alma e com toda a nossa mente, e ele também nos ordena que amemos nosso próximo como a nós mesmos.  

4.         Um discípulo é alguém que sabe como ler, estudar, memorizar, e meditar na Palavra de Deus, guardar suas verdades em seu coração.  É impossível andar na plenitude do Espírito Santo de Deus sem compreender a Palavra de Deus.  O contrário também é verdadeiro – você não pode entender a Palavra de Deus sem o Espírito Santo.  

5.         Um verdadeiro discípulo de Jesus é um homem ou mulher de oração.  O Senhor Jesus Cristo, que passou 40 dias em oração e jejum no deserto, é nosso grande exemplo disto.  

6.         Um discípulo é alguém que é obediente, que estuda a Palavra de Deus, e obedece os mandamentos de Deus em um estilo de vida que honra ao Senhor Jesus Cristo.  

7.         Um discípulo é alguém que confia em Deus e vive uma vida de fé. As  Escrituras nos lembram que “sem fé é impossível agradar a Deus”.  

8.         Um discípulo entende a graça de Deus. Deus nos ama incondicionalmente, se obedecemos a Ele ou não. Isto é o contrário do legalismo, a primeira heresia da vida cristã, que nos leva a tentar obedecer as leis de Deus em nossa própria sabedoria, nossa própria força, e nosso próprio poder.  

9.         Um discípulo é alguém que testemunha de Cristo como estilo de vida. Como cristãos, nós devemos produzir frutos, de acordo com João 15:8. Isso inclui os frutos de almas trazidas ao Reino de Cristo como também os frutos do Espírito.  

10.      Um verdadeiro discípulo do Senhor Jesus adora Deus na comunhão da sua igreja.  Ele está envolvido com a igreja através do estudo, da adoração, da oração, do testemunho, e da mordomia de seu tempo, talento e tesouro.  

 

Se você quer se tornar um discípulo de nosso Salvador e ser um discipulador de outros, você pode começar hoje mesmo. Desenvolva a prática de investir todos os dias em um tempo a sós com Deus em oração e na Sua Palavra. Ore pelas pessoas que se encontrarão semanalmente com você, que se comprometerão a mudar o mundo através do evangelismo e do discipulado. O mundo precisa desesperadamente de tal mudança, mas só o nosso Senhor Jesus Cristo tem o poder e o plano para mudar os homens e nações. 

Por Dr. Bill Bright – Fundador da Organização Missionária Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo.

 

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Construindo pontes: Criando Conexões Relacionais com Aqueles que Não Conhecem a Cristo

Publicado por elouniversitario em Outubro 8, 2008

Pense Nisso

 

Por que tantos cristãos se frustram e não seguem adiante quando são desafiados a levar seus amigos para um evento evangelístico, para a igreja ou compartilhar sobre Jesus? Talvez porque não conheçamos muitos descrentes e, aqueles que conhecemos, consideramos serem apenas colegas e não amigos. Isso torna ainda mais difícil quebrar a barreira para assuntos espirituais. Os cristãos têm se isolado?

 

O “X” da Questão

 

          O isolamento foi uma febre dos anos oitenta. Vídeo cassetes e entrega em casa de vários restaurantes possibilitaram que as pessoas se mantivessem envolvidas no conforto e na segurança de seus próprios ambientes ao invés de se aventurarem no mundo lá fora.

          Às vezes, os cristãos se isolam no conforto e na segurança espiritual ao invés de se arriscarem a construir relacionamentos com os perdidos. Nós preenchemos nossas tardes com estudos bíblicos, preenchemos nossas vidas com amigos cristãos e acabamos nos isolando da cultura vigente da qual fomos chamados para sermos sal e luz.

          A comunidade cristã deveria ser um lugar onde pudéssemos sair à batalha construindo amizades sólidas com os perdidos. Não deveria ser a nossa fortaleza onde nos escondemos do mundo, separando-nos daqueles que estamos buscando alcançar.

Jesus foi freqüentemente criticado pelos líderes religiosos de Seus dias por se associar a coletores de impostos e pecadores. Sua resposta revelou seu coração e sua busca pelos perdidos: “Os sãos não precisam de médico, e sim os doentes; não vim chamar justos e sim pecadores” (Marcos 2:17).

Como cristãos, nossa missão é alcançar o mundo ao nosso redor e amar as pessoas dentro de um relacionamento com Cristo que cause mudança de vida. Os próximos passos são os princípios para se construir pontes de amizade com os estudantes descrentes.

 

Passos a Serem Dados

 

1. Fazer novos amigos

·         Fazer uma lista de amigos não alcançados;

·         Envolvimento em atividades comuns, tais como: bandas de música, esportes, passeios, praia, etc;

·         Seja você mesmo e divirta-se;

·         Lembre-se que existem muitos lugares moralmente neutros que você pode ir e coisas que você pode fazer com descrentes;

·         Estudar a vida de Cristo; Ele foi um amigo dos pecadores.

 

2. Ore

·         Ore consistentemente pelos seus novos amigos;

·         Peça a Deus uma compaixão sincera (Marcos 9:36);

·         Ore para que o Espírito de Deus trabalhe em seus corações (João 16:7-11);

·         Ore por portas abertas e oportunidades (Colossenses 4:3);

·         Ore pela salvação deles (Romanos 10:1, Timóteo 2:1-7);

·         Imagine um grupo de 10 crentes orando, cada um, por 10 pessoas. Isso seria uma oração por 100 descrentes!

 

 

3. Doe-se

·         Seja uma pessoa sociável e amiga;

·         Esteja disponível nos momentos difíceis;

·         Divirta-se com eles sem pensar em seus compromissos;

·         Concentre-se no coração deles, e não em suas atitudes. Não espere que eles já vivam uma vida cristã.

·         Idéia: Faça pequenos grupos e reúna-se na igreja para festas uma vez ao mês. Os cristãos do grupo convidam seus amigos descrentes, permitindo que eles construam relacionamentos com outros cristãos.

 

4. Compartilhe…

·         Conte-lhes sua história de como Cristo tem feito a diferença em sua vida;

·         Convide-os à igreja ou a um evento evangelístico;

·         Pergunte se alguém lhes perguntou o que significa ser um cristão genuíno. Explique como eles podem começar um relacionamento com Deus;

·         Comece um estudo investigativo da bíblia pelo evangelho de João. Leve-os a Cristo tão logo você sinta que eles estejam preparados;

 

 

História da Vida Real

 

Damon e Andrea eram envolvidos com a Cruzada Estudantil na faculdade. Depois da formatura eles se casaram, e Damon ingressou na residência médica enquanto Andrea conseguiu um emprego.

Depois de se envolverem em uma igreja, eles ajudaram na liderança de um ministério no campus, onde trabalhavam com estudantes de duas universidades. Eles também conheceram um outro casal que freqüentava a escola de medicina juntamente com Damon.

Eles oraram por esse casal, levaram-no à igreja, e dedicaram tempo a eles. Depois de muitos meses, seus amigos receberam a Cristo. Porque eles tiveram um relacionamento com Damon e Andrea (e com a igreja), foi natural para o novo casal receber edificação e se envolver com a igreja.

 

 

Fonte: Material pertencente ao Movimento Estudantil Alfa e Ômega, requer autorização para reprodução total ou em parte.

 

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É realmente sexo o que você está procurando?

Publicado por elouniversitario em Setembro 15, 2008

Dr. Henry Brandt, na revista “Collegiate Challenge,” contou que existe uma síndrome, um padrão, percebido na visita de casais a ele. Geralmente, a pessoa diz: “No começo, sexo era algo emocionante. Mas depois, comecei a me sentir esquisito sobre mim mesmo e depois, sobre o(a) meu(a) parceiro(a). Nós discutíamos e brigávamos até que finalmente terminamos. Agora somos inimigos”.

 

Esta síndrome é o que chamo de “síndrome do dia seguinte”. Acordamos e percebemos que a intimidade não existe. O relacionamento sexual não nos satisfaz mais, e, no final, temos algo que não é o que realmente queríamos no começo. Tudo o que se tem são duas pessoas egoístas buscando satisfazer seus próprios desejos. Os elementos de amor e intimidade genuínos não podem ser obtidos “instantaneamente”, e a pessoa se encontra num estado de desequilíbrio, procurando por harmonia.

 

Cada um de nós tem cinco partes significativas nas nossas vidas. Temos a parte física, emocional, mental, social e espiritual. Todas essas cinco partes foram planejadas para trabalharem juntas em harmonia. Na nossa busca por intimidade, queremos a solução hoje, ou ontem. Um dos nossos problemas é que queremos gratificação “instantânea”. Para onde nós olhamos? Para o físico, mental, social ou espiritual? Olhamos sempre para o físico. É mais fácil ficar íntimo fisicamente de alguém do que emocional, mental, social ou espiritualmente. Você pode se tornar fisicamente íntimo de alguém do sexo oposto em uma hora, ou meia-hora, dependendo da urgência! Mas logo se descobre que sexo pode ser somente uma solução temporária para um desejo superficial. Existe uma necessidade muito mais profunda que ainda não foi satisfeita.

 

O que fazer quando a emoção acaba e quanto mais se faz sexo, menos se gosta? Racionalizamos dizendo: “Nós estamos apaixonados. Não, quero dizer que estamos realmente apaixonados”. Porém, ainda nos encontramos com sentimento de culpa e insatisfeitos. Nas universidades por toda a América encontro mulheres e homens buscando por intimidade, indo de um relacionamento para outro com uma esperança, “Desta vez vai dar certo. Desta vez vou encontrar um relacionamento que vai durar”.

 

Acredito que o que realmente queremos não é sexo. O que queremos é intimidade!

 

O que é intimidade?

 

Hoje, a palavra intimidade tem recebido uma conotação sexual. Mas ela é muito mais que isso. Ela inclui todas as diferentes dimensões das nossas vidas – sim, inclui o físico, mas também o aspecto social, emocional, mental e espiritual da mesma forma. Intimidade significa realmente um compartilhar total de vida. Quem não teve uma vez ou outra o desejo de estar próximo, de se unir, de compartilhar a vida com alguém totalmente?

 

Marshal Hodge escreveu um livro chamado “Seu Medo de Amar” (Your Fear of Love). Nele ele conta: “Esperamos ansiosamente por momentos de expressões de amor, proximidade e carinho, mas, freqüentemente, ao atingirmos o ponto crítico, retrocedemos. Temos medo de proximidade. Temos medo de amar”. Mais adiante, no mesmo livro, Hodge afirma: “quanto mais próximo se chega de alguém, maior é a chance de haver dor”. É o medo da dor que sempre nos impede de encontrar intimidade verdadeira.

 

Estava dando uma série de palestras numa universidade no sul de Illinois, EUA. Depois de um dos encontros, uma mulher veio até a mim e disse: “Eu preciso contar pra você sobre os problemas do meu namorado”. Sentamos, e ela começou a contar sobre seus problemas. Depois de alguns instantes, ela fez a seguinte afirmação: “Agora, tomo atitudes que nunca irão deixar que eu me magoe de novo”. Eu disse para ela: “Em outras palavras, você esta tomando atitudes para nunca amar de novo”. Ela pensou que eu tinha entendido errado, então continuou. “Não, não é isso que estou dizendo. Eu só não quero mais me magoar. Não quero dor na minha vida”. Eu disse: “Está certo, você não quer amor na sua vida”. Veja, não existe essa coisa de “amor sem dor”. Quanto mais próximo se chega de alguém, maior é a chance de haver dor.

 

Estimaria que você – e quase 100% da população – diriam que já se magoaram em um relacionamento antes. A questão é: como você lida com essa mágoa? Com a intenção de camuflar a dor, muitos de nós dão às pessoas o que chamamos de “sinal duplo”. Dizemos para uma pessoa, “Olha, eu quero que você se aproxime de mim. Quero amar e ser amado. . . Mas espera um minuto, me magoaram antes. Não, não quero falar sobre esse assunto. Não quero ouvir sobre essas coisas”. Construímos uma muralha envolta do nosso coração para nos proteger de qualquer um que tente entrar e nos magoar. Mas esta mesma muralha que matem as pessoas fora, nos mantém trancados dentro. O resultado? A solidão encontra espaço e experimentar verdadeira intimidade e amor se torna impossível.

 

O que é Amor?

 

Amor é mais do que emoções e é muito mais do que um sentimento bom. Mas nossa sociedade tomou o que Deus disse sobre amor, sexo e intimidade e transformou em simples emoções e sentimentos. Deus descreve o amor com grandes detalhes na Bíblia, especialmente na Primeira Carta aos Coríntios, no capítulo 13. Para que você tenha uma compreensão total da definição que Deus dá sobre o amor, deixe-me apresentar os versículos quatro ao sete (1Coríntios 13:4-7) a você dessa maneira. Veja o quanto iria satisfazer as suas necessidades se uma pessoa amasse você da maneira que Deus disse que devemos ser amados:

 

V              Se essa pessoa lhe respondesse com paciência, gentileza, e não tivesse inveja de você?

 

V              Se essa pessoa não fosse metida ou orgulhosa?

 

V              Como seria se essa pessoa não fosse rude com você ou não buscasse seus próprios interesses ou se não ficasse irritada facilmente?

 

V              E se esta pessoa não guardasse registros dos seus erros?

 

V              Como seria se ela se recusasse a enganar, mas fosse sempre verdadeira com você?

 

V              E se esta pessoa protegesse você, confiasse em você, sempre esperasse coisas boas de você e perseverasse com você em meios aos conflitos.

 

É assim que Deus define o amor que Ele quer que experimentemos nos relacionamentos. Você vai notar que este tipo de amor é focalizado na outra pessoa. É dar, mais do que buscar os próprios interesses. Só que existe um problema. Quem pode pôr esse tipo amor em prática?

 

Para experimentarmos esse tipo de amor nos relacionamentos precisamos primeiro experimentar o amor de Deus por nós. Você nunca poderá demonstrar consistentemente esse amor por alguém se nunca experimentou ser amado desta maneira. Deus, que conhece você, que conhece tudo sobre você, ama você da maneira perfeita.

 

Deus nos conta através do antigo profeta Jeremias: “Eu a amei com amor eterno; com amor leal a atraí”.(Jeremias 31:3). Por isso, o amor de Deus por você nunca irá mudar.

 

Deus nos amou tanto que permitiu que Jesus Cristo fosse crucificado pelos nossos pecados para que nós pudéssemos ser considerados sem culpa. Nós lemos na Bíblia: “Porque Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Quando nos voltamos para Deus e aceitamos o seu perdão, então começamos a experimentar Seu amor.

 

Deus diz que: “Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça” (1 João 1:9). Deus não somente perdoa os nossos pecados, mas também se esquece deles e nos limpa.

 

Não importa o que aconteça, Deus continua a nos amar. Geralmente, relacionamentos terminam quando algo neles é alterado, como um acidente grave ou a perda da posição financeira. Mas o amor de Deus não é baseado na nossa aparência física ou em quem ou o que somos.

 

Como você pode ver, o amor de Deus é totalmente diferente do que o que a sociedade diz. Você consegue imaginar um relacionamento com esse tipo de amor? Deus simplesmente nos diz que o seu perdão e amor são nossos, basta pedirmos. É um presente Dele para nós. Mas se recusarmos esse presente, nós somos os responsáveis por não encontrar uma verdadeira satisfação, uma verdadeira intimidade e um verdadeiro propósito na vida.

 

A resposta

 

O amor de Deus providencia a resposta. Tudo o que temos que fazer é responder a Ele com fé e comprometimento. A Bíblia conta sobre Jesus: “Contudo, aos que o receberam, aos que creram em seu nome, deu-lhes o direito de se tornarem filhos de Deus” (João 1:12) Deus deixou que Seu único Filho, Jesus, morresse em nosso lugar. Mas não é aqui que a história termina. Três dias depois, Jesus ressuscitou dos mortos. Sendo Deus, Ele está vivo hoje e quer colocar o amor dele no seu coração. Uma vez que você o recebe, você ficará impressionado com o que Ele vai fazer na sua vida e nos seus relacionamentos.

 

A palavra de Deus diz: “Quem crê no Filho (Jesus Cristo) tem a vida eterna; já quem rejeita o Filho, não verá a vida, mas a ira de Deus permanece sobre ele” (João 3:36). A vontade de Deus é que tenhamos vida, não somente por hoje, mas por toda a eternidade. Se escolhermos rejeitá-lo, então escolhemos receber a conseqüência do nosso pecado que é a morte, a separação eterna de Deus.

 

É o aceitar a Jesus Cristo, recebê-lo nas nossas vidas e confiar Nele que nos trás equilíbrio. Fé em Deus libera o perdão de Deus. Não é mais preciso se esconder, não é mais preciso fazer as coisas da nossa maneira. Ele estará sempre conosco. Nós temos paz com Ele. Depois que depositamos a nossa fé e dependência Nele. Seu perdão está disponível para nos limpar dos pecados mais profundos, do mais profundo egoísmo, do mais profundo problema ou luta que tivermos ou iremos enfrentar.

 

Intimidade que Satisfaz    

 

Em toda a Bíblia, a atitude de Deus a respeito do sexo é muito clara. Deus reservou o sexo para o casamento; e para o casamento somente. Não porque Ele quer que nos sintamos miseráveis, mas porque quer proteger o nosso coração. Ele quer construir uma base segura para nós, para que, ao entrarmos no casamento, a intimidade seja baseada na segurança do amor e da sabedoria de Deus.

 

Quando confiamos nós mesmos a Jesus Cristo, Ele nos dá um novo amor e uma nova força dia após dia. Esse é o lugar onde a intimidade que procuramos é satisfeita. Deus dá um amor que nunca irá acabar, que não vai parar com o decorrer dos anos e com a mudança dos tempos. O Seu amor pode unir duas pessoas, com Ele no centro desta união. Em um relacionamento de namoro, enquanto se cresce junto, não somente espiritualmente, mas social, mental e emocionalmente, é possível ter um relacionamento honesto, amável e íntimo que é completo e empolgante! E quando o relacionamento vai adiante e resulta em casamento, a união sexual somente poderá enriquecer a fundação na qual já tinha sido estabelecida.

 

Você pode receber a Cristo agora mesmo em oração. Orar é falar com Deus. Deus conhece o seu coração e Ele está mais interessado na atitude do seu coração do que nas suas palavras. A oração seguinte serve como exemplo: “Jesus, eu preciso do Senhor. Obrigado por ter morrido na cruz por mim. Abro a porta da minha vida e O recebo como meu Salvador e Senhor. Obrigado por perdoar os meus pecados e me dar a vida eterna. Tome conta da minha vida e faça de mim a pessoa que deseja que eu seja.”

 

Esta oração expressa o desejo do seu coração? Se expressa, faça esta oração agora mesmo. Ao colocar sua fé em Cristo, Ele entrará na sua vida como prometeu. Você começará com Ele um relacionamento para a vida toda que irá crescer e ficar mais íntimo a medida que o conhecer melhor. E com Ele no centro deste relacionamento, sua vida terá uma nova dimensão – uma dimensão espiritual – que irá trazer mais harmonia e satisfação em todos os seus relacionamentos.

 

Por Dick Purnell

Fonte: SuaEscolha.com

 

Acho que quero convidar Jesus para entrar na minha vida, por favor me explique melhor…

 

 

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“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida”

Publicado por elouniversitario em Agosto 11, 2008

Se uma amizade pode influenciar tanto a sua vida, imagine algo que vai um pouco mais além.

 

Viver em santidade em um namoro com outros cristãos, que por conhecerem a Deus seguem os mesmos padrões que seguimos e são direcionados pelos mesmos princípios que nos direcionam, já é algo difícil. Imagine, então, o que é viver em santidade em um relacionamento com alguém que não conhece a Deus e tem princípios e padrões muito diferentes dos nossos.

 

No começo, pode até parecer que “tudo está perfeito”. O romance está apenas iniciando, vocês ainda não têm intimidade física e emocional suficientes para o perigo, ele(a) quer agradar você e irá concordar com todos os limites que você impor.

 

Mas, com o tempo e maior intimidade, o perigo vem à superfície. Seu namorado(a) não irá mais ver tantos motivos para reter a as mãos durante um abraço, nem para não te abraçar com segundas intenções. Nessa fase, você já estará apaixonado(a) e todas as justificativas que ele usar para te convencer a avançar nos limites soarão razoáveis, porque, afinal, você confia nele(a).

 

Algo que temos esquecido como cristãos, em nossos dias é que “O diabo, vosso adversário, anda em derredor, como um leão que ruge procurando alguém para DEVORAR” 1 Pe 5.8, e nosso adversário não irá pensar duas vezes diante de uma possibilidade de nos empurrar em um abismo. Ele quer nos destruir e, quanto mais próximos da beira do abismo andarmos, menos trabalho ele terá para concretizar esse desejo.

 

Quanto mais confiante você estiver para começar um namoro com um descrente, mais probabilidade terá de cair em algum momento. Não se pode confiar apenas na segurança emocional quando tratamos com áreas tão frágeis como nossos sentimentos. Uma vez apaixonado(a) e crendo que a pessoa ama você com todas as forças, você fará TUDO o que for necessário para não perder a pessoa, ou seja, chegará a beira do abismo.

 

A Bíblia nos orienta sobre uma questão muito importante a cerca dessa relação estreita entre nossos sentimentos e todas as outras áreas de nossa vida: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” Pv 4.23. Ela nos dá uma instrução clara para nossa proteção emocional: GUARDAR NOSSO CORAÇÃO. Algumas versões traduzem a segunda parte desse versículo com as palavras: “porque dele depende toda a sua vida”. Como é imprudente aquele que se atira as paixões, sem calcular o preço que está disposto a pagar pelo relacionamento.

 

O namoro é um relacionamento muito mais íntimo e profundo do que uma amizade e, como tal, requer uma entrega total do nosso coração, desde seu início, ou nunca será completo. Fico triste em saber que muitos cristãos estão entregando seus corações, irresponsavelmente, sem reservas, em relacionamentos não seguros com pessoas descrentes.

 

Uma vez dominado pela paixão, seu coração poderá provocar mudanças em todas as áreas de sua vida, inclusive a área espiritual. Se a pessoa que exerce influencia sobre seus sentimentos não for cristã e não tiver princípios de vida cristãos, posso dizer que você estará em sérios apuros, pois até o seu relacionamento com Deus poderá ser colocado em xeque pelo seu namorado(a) a qualquer momento.

 

Essas palavras podem soar como exagero, mas são inúmeros os casos desastrosos de corações despedaçados por relacionamentos irresponsáveis dentro do corpo de Cristo, principalmente envolvendo descrentes. São inúmeros os casos de pessoas que se afastaram de Deus por crerem que poderiam atrair alguém para Ele através de um namoro e entregarem-se sem reservas. São inúmeros os casos de jovens cristãos que, hoje, estão sem nenhuma esperança de casar algum dia por causa de um relacionamento emocional ruim. São inúmeros os casos de jovens cristãos viciados em sexo como resultado de um namoro imprudente.

 

Ofereça seu coração de forma irresponsável a um relacionamento fora dos padrões cristãos, voc6e tem toda liberdade para fazer isso, uma vez que “todas as coisas nos são permitidas”, mas, esteja preparado(a) para lidar com todas as conseqüências que ele poderá trazer para sua vida. Esteja preparado(a), inclusive, para juntar os cacos de uma vida estraçalhada ao final desse relacionamento, sem culpar a Deus pelo que aconteceu.

 

Por Cleiton Fiuza

 

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Namorar é Preciso! Como, então, evitar as complicações futuras?

Publicado por elouniversitario em Agosto 6, 2008

Coisa boa é namorar! Quem já não sofreu de “apaixonite” aguda? Quem já não sentiu um nó na garganta e as mãos suadas ao trocar um olhar com a pessoa por quem o coração bate incontrolável? Existe um momento na vida de todos nós que namorar é quase uma obsessão. Tenho doces recordações do meu tempo de namoro.

Namorar é maravilhoso! É impossível casar sem namorar. É nesta fase da vida que duas pessoas irão se conhecer, trocar confidências, abrir o coração um ao outro, preparando-se para uma definitiva vida a dois. Este desejo é legítimo e realizá-lo torna-se imprescindível para o casamento. Foi Deus quem marcou o primeiro encontro dos enamorados, foi Deus quem ascendeu à lua, orquestrando os pássaros, e preparando todo o cenário para o primeiro casal de apaixonados. Deus se alegrou quando viu os olhares lânguidos do primeiro casal. Ele ficou feliz em ver os rostos dos apaixonados se iluminarem pelo amor. Sorrindo, Deus os abençoou.

Namorar é preciso! No entanto em busca deste necessário e legítimo desejo, muitas pessoas encontram sofrimento e decepção. Na aspiração de realizar sonhos e encontrar a felicidade algumas se tornam amarguradas e feridas; enquanto outras abusam, usam e se aproveitam dos corações vulneráveis. Como, então, evitar complicações futuras?

Nasci em Petrópolis, Rio de Janeiro; lá existem muitos poços, onde aprendi a nadar com meu pai. Papai me ensinou uma simples, sabia e essencial verdade para nadar e sair vivo de um poço. Nunca mergulhe num poço sem antes dar uma “nadadinha” primeiro. Descubra se o poço é fundo, se existem pedras no fundo. Quem pula de cabeça num poço pode acabar morrendo.

Este conselho simples se aplica muito bem no namoro. Todo aquele que “pular de cabeça” numa relação, sem conhecer a fundo com quem esta se relacionando, analisando os prós e os contras, pode acabar se ferindo gravemente. O difícil é controlar o desejo e ter o bom senso de dar a “nadadinha”. A tendência de todos nós é mergulhar com a “cara e a coragem”.

“Estou amando! Encontrei o homem/mulher da minha vida”, afirmamos imediatamente, partindo “pra cima” praticamos uma intimidade sem volta, crescente e perigosa. A Palavra de Deus, sabiamente afirma em Provérbios 6:27 “Tomará alguém fogo no peito, sem que as suas vestem se incendeiem? Ou andará alguém sobre brasas, sem que se queimem os seus pés?” Muitos dissabores e mágoas seriam evitadas se o sábio conselho de meu pai fosse obedecido.

Outro ponto crucial é que a vida nos sinaliza quando algo não vai bem. A febre é um “sinal” nos alertando que alguma coisa está errada dentro de nós. O ranger constante de um carro que não consegue dar partida, também é um “sinal” de que o carro vai acabar nos deixando no meio do caminho. A desobediência aos alertas que recebemos ao longo da vida produz problemas que poderiam ser evitados. Jesus afirmou: “Chegada à tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado; e, pela manhã: Hoje, haverá tempestade, porque o céu está de um vermelho sombrio. Sabeis na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?” (Mateus 16:2-3).

É possível prevenir crises e encontrar o amor da sua vida. Para isto, basta apenas dar ouvidos a “certos sinais”, que soam como um “despertador”, nos alertando dos perigos. Ao ouvir, entender, e obedecer estes “sinais de alerta”, você pode escolher um outro caminho, fazendo pequenas mudanças. Desta maneira, levar seu namoro a um seguro caminho de amor. Eu aprendi desde cedo que todos os aspectos da vida são influenciados pelas escolhas que faço.

As circunstâncias e acontecimentos da vida são muitas vezes uma “sacudidela” para nos despertar. Somente chegaremos ao fim da jornada se acordamos e mudarmos de rumo. Quando teimosamente continuamos no mesmo caminho e atitude, a despeito dos sinais de alerta para mudarmos de rumo, certamente teremos experiências amargas e desastrosas.

Provavelmente a maioria de vocês assistiu ao filme “Titanic”. O experiente capitão do Titanic recebeu seis avisos de alerta. Os avisos diziam para ele viajar mais devagar, mudar o curso, pegando a rota mais ao sul, onde as águas eram mais quentes, evitando assim os icebergs. Ele ignorou teimosamente todos os avisos de alerta. Como ele era o capitão, ele pensou, “Este navio nunca afundará!” Então, ouviu-se um estrondo pavoroso, e o gigante e poderoso navio atingiu uma enorme montanha de gelo. Ele afundou rápida e desastrosamente. Quem não muda de rumo quando recebe um sinal de alerta é candidato ao desastre. Quem muda o curso de sua vida quando avisado pode evitar o desastre e celebrar a viagem.

Este é um tremendo princípio que podemos aprender do Titanic. E este é também o maior de todos os segredos para fazer com que o amor dure para sempre. Esteja atento aos sinais de alerta da sua caminhada; dê ouvido a estes sinais; abra bem os olhos para enxergar estes avisos. Assim, você poderá mudar de rumo rapidamente, sem comprometer sua felicidade.

No entanto, quando estamos apaixonados, muitas vezes, nossos ouvidos ficam fechados aos inúmeros sinais de alerta que a própria relação nos oferece. Vejamos alguns sinais de alerta que afirmam que a relação precisa ser repensada.

1. O rapaz grita com a mãe. Ele vai gritar com a esposa.
2. Existe um descontrole financeiro no namoro, vai haver no casamento.
3. O namoro os afasta da vida com Deus.
4. Ele é violento.
5. Ela não permite que ele converse com outras meninas.
6. A paixão causa sofrimento, é doentia.
7. Alguém não se dá com a própria família ou com a do outro.
8. Um dos dois não é cristão.
9. Um dos dois não se envolve com a igreja.
10. A intimidade está indo longe demais.
11. Culpa
12. Discussões constantes

A lista é imensa. Certamente, enquanto você lê este artigo os “sinais de alerta” já estão despertando a sua consciência. Muitos apaixonados perdem o bom senso. Eles fecham os ouvidos e os olhos para estes sinais, quando acordam é tarde demais. O que começa errado acaba errado.

Vá devagar, não “mergulhe de cabeça” numa paixão desenfreada ou você pode se dar mal. Ouça os sinais de alerta a sua volta! Mude de rumo, ou você vai “afundar”. O desejo de Deus é a sua total felicidade. Permita que Ele guie a sua vida amorosa. Ilumine os seus passos com a luz da Sua Palavra. Busque a Sua amorosa direção e na dúvida não ultrapasse.

A lâmpada do corpo são os olhos. Portanto, se teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz. Mas se teus olhos forem maus, todo o teu corpo ficará em trevas.(Mt. 6:22/23)

 

Por Pr. Silmar Coelho

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Igrejas em Crise…

Publicado por elouniversitario em Julho 22, 2008

 

Fazendo uma breve análise da nossa igreja moderna como um grupo no total, uma lista de pontos negativos rapidamente surge diante dos nossos olhos. Atualmente, é quase impossível contabilizar-se o número de denominações cristãs evangélicas, porque elas continuam surgindo a cada dia em vários lugares do mundo. Com um nome diferenciado, seus próprios costumes, doutrinas específicas, maneiras diferentes de interpretar textos bíblicos , estes grupos aparecem de um momento para o outro e ganham respeito no meio do corpo de Cristo.

 

         Isto vem causando uma grande confusão no meio cristão. É cada vez mais difícil saber se estas novas denominações são formadas por verdadeiros cristãos ou não, se podemos indicar algumas destas igrejas como lugares seguros para novos convertidos, se o que eles realmente pregam é Jesus como Salvador e Senhor através da Bíblia ou se apenas disseminam uma nova doutrina repleta de “pode” e “não pode”. 

 

Observando um pouco mais estas novas denominações, percebemos que a maioria de seus membros veio de uma ou de várias outras igrejas evangélicas tradicionais em que, por alguma razão, não estavam satisfeitos. Estes novos grupos são, não na sua totalidade, frutos da discordância de antigas lideranças, da divisão de um grupo que existia antes ou, simplesmente, da mente de algum grupo “revolucionário cristão” que está buscando voltar aos moldes da igreja primitiva. Concordando comigo ou não, esta deve ser uma forte razão para que a igreja cristã (formada por verdadeiros cristãos e não por templos ou nomes) deva mobilizar-se em busca de uma solução para este problema, antes que sejamos comparados ao catolicismo romano antes da reforma luterana.

 

         Qual a razão de tudo isto estar acontecendo? A igreja tem sido relapsa e conivente com esta onda “neo-doutrinária”, e muitos de nós crêem erroneamente que a partir do momento em que um grupo começar a pregar Jesus Cristo como único Salvador pode ser considerado como igreja cristã, e não levamos em consideração o que é pregado em complemento a isto, tornando-nos omissos em relação à vida das pessoas que se unem a eles. Na verdade, corremos o risco de termos aceito várias seitas como igrejas cristãs.

 

Quando Jesus nos alertou sobre a Sua Segunda vinda e sobre o final dos tempos, Ele nos disse: “Naquele tempo muitos ficarão escandalizados, trairão e odiarão uns aos outros, e numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos” (Mt 24:10-11 NVI). Provavelmente, estamos vendo o cumprimento destas profecias em nossos dias.

        

Estes novos grupos possuem uma grande determinação para pregar e discipular e estão, diariamente, evangelizando em seus campos de atuação. Seriam grandes pregadores modernos, se não cressem que o batismo é essencial à salvação, que a confissão de pecados ao seu discipulador é necessária para que sejam perdoados e que os seus líderes devem decidir todas as coisas que eles devem fazer, inclusive com quem devem casar ou onde devem investir os seus salários. Ou ainda, pregando uma liberdade excessiva ou uma volta ao legalismo farisaico. 

 

Pregam que, por sermos filhos de Deus, temos direito de cobrar dEle todas as promessas encontradas na Bíblia e que Ele tem o dever de nos conceder tudo aquilo que requerermos. Que não podemos adoecer, nem sequer pensar em nos tornarmos pobres, porque isto seria uma demonstração da falta de nossa fé. Passam imagens distorcidas de Deus, ou moldado na figura de um criador ausente e descompromissado ou na de um carrasco pronto para castigar-nos quando falharmos.

 

Estes grupos vêm causando um grande rombo no meio cristão, pois as pessoas que se envolvem com eles, geralmente, afastam-se de Deus decepcionadas com Ele.

 

         É sempre muito fácil delegarmos a responsabilidade a alguém e nos colocarmos fora da situação. Se ninguém faz nada em relação a isto, por que eu deveria fazer? Se ninguém se preocupa, por que eu deveria me preocupar? Se ninguém fala sobre isto, por que eu deveria falar?

 

Por: Cleiton Fiuza

 

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Escolhendo boas pessoas e mantendo relacionamentos saudáveis

Publicado por elouniversitario em Julho 22, 2008

Depois de 20 anos na profissão de ajudar pessoas, acabei por entender uma coisa: nós mesmos causamos a maior parte da dor que sentimos por causa das pessoas que escolhemos. Em todo o tipo de questões clínicas com as quais os psicologistas lidam, relacionamentos estão ligados de alguma maneira com o quadro geral das pessoas que estão passando por dificuldades. Considere estas perguntas:

 

Você está experimentando os mesmos problemas ou sentimentos que você experimentou em um relacionamento anterior?

 

Você descobre que você continuamente escolhe as pessoas por quem se apaixonar ou se torna amigo íntimo de alguém que te magoou de alguma maneira?

 

Você se pega perguntado se existem alguém “bom” por aí?

 

Você passa freqüentemente por períodos de tumulto emocional como resultado de escolher alguém que não era tão bom pra você?

 

“Como eu me meti nessa?” é uma pergunta que você se faz freqüentemente?

 

Muitas pessoas podem se identificar com esses sentimentos. Seus relacionamentos têm deixado a desejar de algum modo, levando-as a se perguntarem por que estão na situação em que estão. Imaginam o que estão fazendo de errado, por que “merecem” ser tratados de tal maneira e se alguma vez poderá ser diferente.

 

A verdade é que escolhas pobres de relacionamento trazem em si o problema, mas podem ser mudadas com um pouco de trabalho. A maioria das pessoas se encontra em relacionamentos ruins um após o outro e não param para analisar porque estão fazendo essas escolhas. Elas simplesmente partem do princípio que não têm sorte, muitas vezes não considerando que deve haver uma maneira melhor de fazer escolhas sobre relacionamentos.

 

Antes de falarmos sobre escolha, porém, vamos examinar as escolhas dolorosas que as pessoas fazem. O que torna uma escolha pobre? Em uma palavra—caráter. A qualidade da composição física e moral de alguém determina se serão bons ou não em um relacionamento. Somos atraídos pelo exterior de alguém: sua aparência, seu status, sua inteligência, suas conquistas. Mas, experimentamos o que vai no interior deste alguém: seu caráter. A composição física e moral do caráter de uma pessoa determina como ela se sairá em um relacionamento. Se elas não têm a habilidade de fazer certas coisas que exigem um bom caráter, então não serão capazes de se saírem bem em um relacionamento.

 

Ao trabalhar com muitas pessoas por anos, descobri que problemas de relacionamento acontecem quando um ou os dois participantes são incapazes de suprir as exigências reais de um relacionamento. Geralmente isto acontece porque estas pessoas são emocionalmente subdesenvolvidas em certas áreas. E o resultado é muita dor causada por necessidades básicas não supridas.

 

No resto deste artigo, vamos examinar quatro princípios que vão ajudar você a escolher a pessoa certa, a ser a pessoa certa e a desenvolver relacionamentos saudáveis.

 

Conexão

 

Um relacionamento tem a ver primeiro e antes de tudo com conexão emocional. Nossas ligações com outros são chamadas de “laços” e são criadas e mantidas pela habilidade de alguém compartilhar e conectar ao nível do coração, com todas as vulnerabilidades emocionais e sentimentos frágeis. Muitas pessoas podem se relacionar em um nível superficial e social. Mas em um relacionamento duradouro de qualquer tipo, se torna progressivamente importante para você ser capaz de conectar seu coração com o de alguém e cuidar para que seu coração esteja seguro. Ao avaliar as pessoas para as quais você irá abrir o seu coração, seja cuidadoso em ver se elas podem responder com responsabilidade a sua vulnerabilidade e sentimentos e também se podem abrir o coração delas com você. É assim que os laços são construídos e mantidos. Considere as perguntas:

 

Estas pessoas podem ouvir e se identificar com seus sentimentos e vulnerabilidades?

 

Elas são capazes de compartilhar no nível emocional?

 

Depois de gastar um tempo com elas você sai dali sentindo que se conectou, ou você se sente sozinho no relacionamento?

 

Existe um alto nível de certeza de que seu laço estará protegido?

 

Limites

 

Outro aspecto importante de um relacionamento é que cada um respeite os limites pessoais do outro. Um limite é uma linha de propriedade que define onde você termina e onde o outro alguém começa. Bons relacionamentos têm um alto grau de respeito por cada pessoa respeitar a outra “pessoa”.

Uma maneira de perceber se alguém respeita os seus limites é saber se você se sente livre para estar no controle de sua própria pessoa, ou se você se sente invadido ou controlado pela outra pessoa. Uma pessoa saudável vai respeitar os seus desejos de estar no controle de si mesmo e sobre o que você quer fazer e que não quer. Elas se tornam irracionais quando você se recusa a fazer alguma coisa? Elas permitem que você se afaste delas e tenha seu próprio espaço? Elas vêem você como uma extensão delas mesmas, de alguma maneira, e sentem que têm o direito de controlar você e de fazer o que quiserem com você? Considere as seguintes perguntas:

 

Elas te pressionam a estar passando muito do seu tempo com elas ou você pode dizer “não” aos seus desejos e ainda assim ser aceito?

 

Estas pessoas te pressionam em alguma área, como na área física, num relacionamento de namoro?

 

Elas podem ouvir e respeitar o seu “não” quando te pressionam a ir além do que você quer ir?

 

Estas pessoas te dão liberdade de ter opiniões diferentes, valores e desejos do que elas têm? Ou você sente que de alguma maneira você deve ser um “clone” do que elas querem que você seja?

 

Você sente que suas escolhas são respeitadas? Ou você acha que existe somente uma “vontade própria” no relacionamento? Ou é da maneira que o outro quer ou nada feito?

 

Perfeccionismo

 

Outra área importante é como as imperfeições de cada parceiro são lidadas no relacionamento. Neste mundo, nós não seremos perfeitos, ou encontraremos alguém perfeito para amar. Como cada pessoa irá lidar com as imperfeições em um relacionamento?

 

Você já esteve em um relacionamento em que alguém se pressiona para ser “ideal”? O que sobra deste tipo de relacionamento pode ser na melhor das hipóteses difícil, e na pior das hipóteses desastroso. Você sente que não está OK ser você mesmo, ser real com suas falhas e imperfeições, e cometer erros?

 

Em relacionamentos de namoro, perfeccionismo pode ser demonstrado na pressão de parecer ou agir de uma certa maneira para que o seu parceiro fique feliz com você. Nas amizades, pode ser a pressão de não cometer erros ou de não decepcioná-los. Nos relacionamentos entre pais e filhos, pode ser querer ser o filho “troféu”, fazendo os pais felizes ao viverem expectativas irreais.

 

Pense sobre estas perguntas:

 

Está OK com o seu parceiro se você é “menos do que ideal?” O que acontece quando você ganha alguns quilinhos ou não tem a aparência que seu parceiro quer que você tenha? Ou se você não tem tanto sucesso quanto um parceiro “ideal” deveria ter?

                                     

Quando você comete um erro, você sente liberdade de confessar que você falhou?

 

Você se sente livre para ser totalmente você mesmo com seu parceiro? Você pode revelar as suas falhas e partes de você mesmo que não são tão boas?

 

Existem “pressões de imagens” no relacionamento? Você se sente pressionado a aparentar algo que você não é, e simplesmente gostaria de ser você mesmo?

 

Igualdade

 

A última qualidade que iremos ver é a habilidade de pessoas queridas verem você como um igual no relacionamento. Relacionamentos difíceis freqüentemente têm uma dinâmica chamada “pra cima/pra baixo”. Um dos parceiros sempre tem que ser o chefe no relacionamento, e se auto-designa “pai ou mãe”. Eles se relacionam com o outro antes de tudo nos termos de “deve”, dizendo a eles o que devem ou não fazer. Isso funciona bem para uma criança e seu pai ou mãe, mas nas amizades entre adultos, namoros e casamentos, fracassa se um dos parceiros não é visto como digno de respeito.

 

Resumindo, isto tem a ver com ser dominado. Relacionamentos dominados são muito imaturos, e levam a uma atrofia do crescimento emocional em ambas as pessoas. Esses relacionamentos podem ser confortáveis, mas são geralmente miseráveis e extremamente limitados. E estar sobre o controle de outra pessoa não leva à intimidade. Quando avaliando se seu relacionamento tem problemas de igualdade, considere estas perguntas:

 

Você sente que a outra pessoa sempre tem que estar em uma posição superior?

 

Você freqüentemente se sente como uma criança ao redor dessas pessoas?

 

Você se sente dominado ou humilhado, mesmo que de uma maneira gentil?

 

Existe uma característica julgadora no seu relacionamento?

 

Estas características ajudam os relacionamentos a durarem e a crescerem. Não importa quão atraente alguém é, ou quanto gostamos das pessoas, se elas têm os problemas de caráter que acabamos de ver, você está procurando por confusão. Ao escolher seu próximo relacionamento significativo, considere essas características pessoais tão cuidadosamente enquanto você olha para qualquer outra coisa que te atrai a pessoa.

 

O Problema

 

Seria tão bom identificar estas questões e ficar bem longe destas pessoas problemas, mas nenhuns de nós têm certeza de como uma pessoa irá reagir em certas situações. Hoje elas podem parecer como uma pessoa que tem um saudável respeito pelos limites, mas daqui a seis meses podem estar tomando todo o seu tempo e atenção. Nenhuns de nós podem avaliar o outro perfeitamente. Mas podemos nos aperfeiçoar nisto!

 

A maneira pela qual nós aprendemos a encontrar pessoas com as quais podemos ter um relacionamento saudável não está baseada totalmente no conhecimento. A maior parte da solução tem a ver com o nosso próprio caráter. Para escolher pessoas de bom caráter, temos que primeiro nos tornar uma pessoa de caráter saudável. Para encontrar alguém com quem podemos conectar, temos que nos conectar. Para nos relacionarmos com alguém com bons limites, temos que ter os nossos próprios bons limites. Para estar com alguém que é real, temos que deixar pra trás nosso próprio perfeccionismo.

 

O processo no qual fazemos os ajustes necessários no nosso caráter é chamado de crescimento espiritual. Enquanto crescemos interiormente para nos transformarmos na pessoa para a qual fomos criados pra ser, descobrimos que temos um caráter melhor e melhor, e como resultado, fazemos melhores escolhas nos relacionamentos significativos. Isto requer trabalho nas nossas vidas espirituais e no nosso modo de ser, e isso não é um processo fácil. Mas para aqueles que aceitaram este desafio, descobriram que esse trabalho vale a pena o esforço.

 

Então, mãos a obra. Encontre uma boa comunidade onde você possa aprender como crescer na sua habilidade de se conectar, esteja livre do controle dos outros, seja real e seja igual. Desenvolva sua vida espiritual nesta comunidade enquanto você aprende a se relacionar com Deus e com os outros de uma maneira profunda. As recompensas para toda a vida irão surpreender você.

 

Adaptado do livro Mudanças que Curam (“Changes That Heal”) por  Dr.Henry Cloud, Publicações Zondervan, e do livro Relacionamentos Saudáveis (“Safe People”) por Dr.Henry Cloud e Dr.John Townsend, Editora Vida. Copyright © 1996, Henry Cloud, Ph.D.

 

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